Programa visa beneficiar 20 mil crianças no Maranhão
No primeiro compromisso oficial de sua agenda
na visita ao Maranhão, o ministro dos Esportes, Orlando Silva,
assinou o protocolo de intenções para implantação
do programa Segundo Tempo, que vai envolver 20 mil crianças em
todos os municípios maranhenses. O Segundo Tempo é um
programa de inclusão social através do esporte. Permite
que crianças estudem pela manhã e façam esporte
à tarde e vice-versa. O ministro Orlando Silva destacou os recursos
já destinados para o estado utilizados na melhoria dos equipamentos
esportivos. Além dos R$ 8 milhões destinados ao estádio
Castelão, o governo federal alocou R$ 200 mil para a reforma
do ginásio Castelinho e R$ 2,5 milhões para a contrução
de quadras esportivas em São Luís. (O
Imparcial-MA, p.05, 25/04)
Adolescentes da Funac, de São Luís, realizam
entrevista para seu jornal
Treze adolescentes da Fundação da
Criança e do Adolescente (Funac) visitaram, na manhã de
ontem (24), o Palácio dos Leões e entrevistaram a primeira
dama, Clay Lago, para a décima edição do Jonal
Canaã. O informativo é produzido pelos adolescentes da
unidade de internação provisória da Funac, o Centro
de Juventude Canaã (CJC). Os jovens quiseram saber sobre os programas
para a inserção dos adolescentes em conflito com a lei,
egressos das medidas socioeducativas, no mercado de trabalho. Ações
federais como o Projovem Urbano e o Consórcio da Juventude foram
citados pela presidente da Funac e Clay Lago, além da parceria
com a Secretaria de Trabalho e Economia Solidária (Setres), que
está disponibilizando diversos cursos aos jovens da Funac este
ano. O critério para a escolha dos adolescentes que faria a entrevista
foi a desenvoltura em fazer perguntas e o comportamento na unidade,
que hoje atende 36 jovens. “O mais importante é que eles
próprios escolhem quem querem entrevistar e produzem o jornal.
Nós apenas organizamos e ajudamos e ajudamos na impressão”,
disse a diretora do CJC, Lindoura Bóias. (Jornal
Pequeno-MA, p.04, 25/04)
Não conclusão de obra de colégio
prejudica estudantes de São Luís
A não conclusão da obra de uma escola
no bairro Jaracati, em São Luís, que, segundo moradores,
é realizada há cerca de dois anos, está gerando
transtornos à comunidade. O prédio está localizado
em uma área ao lado da praça do Viva. A dona-de-casa Rosaniria
Gomes Oliveira, 58 anos, afirmou que a conclusão da obra facilitaria
bastante a vida dos estudantes do bairro. Outra moradora que reclamou
da não conclusão da obra foi a estudante Damiana dos Santos
Pereira, de 19 anos. Ela lembrou que o prédio começou
a ser construído em 2006 e que até ontem (24) não
havia previsão para o término. De acordo com a comunidade,
a obra está instalada em uma área na qual funcionava a
associação de moradores do bairro e uma escola comunitária.
“Só na escola comunitária que funcionava aqui nesse
local, cerca de 80 crianças estavam matriculadas. Todas tiveram
que procurar outro local para estudar por falta de um prédio
nas imediações”, disse Rosaniria Gomes. O local
está tomado por mato e sujeira. Na placa que identifica a obra,
há somente a informação de que o prazo para entrega
é de 120 dias, o qual, segundo a população, já
expirou. Não há data identificando o início da
obra nem mesmo o valor. A Secretaria Municipal de Educação
informou que a construção da unidade de ensino básico,
no Jaracati, sofreu atrasos em seu cronograma de execução;
contudo, os trabalhos estão em processo de finalização
da cobertura da escola. (O
Estado do Maranhão, p.02, 25/04)
Professores de São Luís cobram salários
Professores contratados sob regime temporário
para a rede estadual de ensino estão sem receber pagamento desde
dezembro do ano passado. Os docentes foram contratados em agosto, durante
a greve no setor da educação, em uma ação
emergencial do governo estadual para pressionar pelo retorno do ano
letivo. Com o fim da greve, os docentes foram aproveitados pela Secretaria
Estadual de Educação (Seduc). Aproximadamente 630 desses
professores estão com os vencimentos retidos sem nenhum motivo.
Sem o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação
Pública do Maranhão (Sinproesemma), os professores que
estavam sob contrato temporário denunciam que a Secretaria de
Estado da Educação estava se negando a pagar os vencimentos
em atraso. “Os contratos do ano passado estão pagos. Talvez
o que esteja acontecendo sejam casos isolados, como problemas em boletins
de presença, por exemplo”, afirma Júlio Pinheiro,
vice-presidente do Sinproesemma. No entanto, os docentes lesados questionam
o interesse do sindicato. “Na época em que fomos contratados,
o sindicato não queria que assumíssemos os cargos, pois
temia que os professores nomeados perdessem seus postos em sala de aula.
Não é de estranhar que agora ele esteja sem se envolver
com essa questão do atraso salarial”, esclarece um dos
docentes contratados temporariamente. Segundo a Assessoria de Comunicação
da Seduc, a situação dos professores contratados temporariamente
em 2007 está totalmente regularizada. (O
Estado do Maranhão, p.10, 25/04)