Clipping Diário Matraca

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O clipping "A Criança e o Adolescente na Mídia" é uma publicação diária que apresenta o resumo das principais notícias do dia veiculadas pelos jornais O Imparcial, Jornal Pequeno, O Debate e O Estado do Maranhão sobre crianças e adolescentes. O clipping é distribuído para profissionais da área de comunicação, Ong’s, instituições de promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente, conselhos e demais pessoas interessadas no tema.

São Luís/MA, 05/05/2008> nº 1023

Adolescentes maranhenses em ressocialização

Aprender a projetar e montar móveis e a consertar veículos são atividades de grande viabilidade no mercado de trabalho atual maranhense e brasileiro. Hoje a Fundação da Criança e do Adolescente (Funac) está oportunizando a seis adolescentes a conclusão nesses dois cursos, fruto de parceria com a Secretaria de Trabalho e Economia Solidária (Setres), por meio do Plano Nacional de Qualificação e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A certificação de quatro jovens no Curso de Mecânica em Diesel e Injeção Eletrônica está agendada para logo mais, às 9h, no auditório da Fiema. A participação em cursos externos está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) para jovens em cumprimento de medidas socioeducativas restritivas e privativas de liberdade. Segundo a presidente, os critérios para participação nos cursos fora das unidades da Funac são bom comportamento, comprometimento no cumprimento da medida, além da idade, com benefício aos mais velhos das unidades. “É uma forma de ampliar o processo de ressocialização de maneira mais adequada, com o acompanhamento diário da equipe técnica da Funac”, explicou o consultor da Funac, o filósofo mineiro Willian Henrique da Silva. O curso também estimula os demais adolescentes da Funac, comprometendo-os com as atividades diárias das unidades, com o objetivo de também participar da profissionalização externa. Nos últimos meses estão sendo proporcionados os cursos de Mecânica em Diesel e Injeção Eletrônica, Montagem de Móveis, Panificação e Confeitaria, Informática na comunidade e o curso de Indumentárias da Cultura Maranhense e Pintura em Vitral, que certificou 40 jovens da Funac na semana passada. (O Imparcial-MA, p.05, 05/05)

São Luís lidera mortalidade materna

A gestação é geralmente um momento muito aguardado pela maioria das mulheres. No entanto, cerca de 140 mulheres, a cada mil que dão à luz, morrem em São Luís por ano. Esse número dá à cidade maranhense o alarmante primeiro lugar no ranking de mortalidade materna entre as capitais do país. De acordo com os números oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, coletados e examinados pelo enfermeiro Hélio Augusto Barros, São Luís tem o maior Coeficiente de Morte Materna (CMM) entre as capitais: 140,17 óbitos maternos a cada mil nascidos vivos. Em segundo lugar no ranking, está a capital do Tocantins, Palmas. Rio de Janeiro é a cidade com o menor coeficiente no país. Lá, a cada mil crianças nascidas, pouco mais de 10 mulheres morrem por complicações da gravidez, parto e puerpério, em relação ao total de gestações. Esses dados revelam, ainda, que existe um perfil geral das mulheres mais atingidas pela mortalidade materna no Brasil. Mulheres solteiras de cor parda entre 20 e 39 anos, moradoras das regiões Norte e Nordeste e com baixa escolaridade, são as maiores vítimas da morte materna. “Esse perfil mostra que a mortalidade materna é um problema sócio-econômico, não natural e que, portanto, pode ser resolvido. Aproximadamente 90 a 95 por cento das mortes são evitáveis”, justifica Hélio.

Medidas - Para diminuir esses números, Hélio defende que um conjunto de medidas deve ser tomado. A conjugação do acesso ao pré-natal e da obediência à risca, pelas gestantes, das orientações médicas sobre medicamentos e dieta nutricional é fundamental para reverter o quadro. “O pré-natal deve ser iniciado ainda no primeiro trimestre da gravidez e é composto por, no mínimo, seis consultas. Ele é essencial para conhecer o histórico familiar da mulher e as possíveis doenças que podem acometê-la durante a gestação”, revela o enfermeiro. Outros fatores que podem diminuir o número de mortes maternas é a adoção de políticas públicas que visem aumentar o número de leitos nas maternidades, facilitar o acesso ao pré-natal, melhorar o atendimento médico-hospitalar, além de promover campanhas educativas com o intuito de conscientizar as futuras mães da importância das consultas e exames pré-natais. (O Estado do Maranhão, p.17, 04/05)

Parteiras discutem rumos da profissão

Parteiras e parteiros tradicionais de todo o Brasil e de outros países se reuniram durante toda a semana em Olinda (PE). No encontro, que terminou na última sexta (03), eles discutiram a regulamentação da profissão, os avanços do trabalho e as experiências profissionais. Segundo a presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Cais do Parto, Sueli Carvalho, que organiza o encontro, existem hoje no Brasil cerca de 60 mil parteiras tradicionais trabalhando, principalmente nas regiões Nordeste, Norte e em Minas Gerais, sem ter a profissão reconhecida. “Nossa luta tem sido pelo reconhecimento da profissão”, disse. Sueli Carvalho informou que as parteiras prestam toda a assistência à gestante, fazem o parto e não recebem nada por isso. Segundo ela, no passado e em algumas regiões do país, as parteiras eram presenteadas ao realizarem um parto, “mas nos últimos anos nem presentes as parteiras recebem”. “A gente luta pelo reconhecimento da profissão. Entendemos que, após isso, caberá ao Estado a remuneração da parteira pelo serviço que ela prestar”, disse a presidente da ONG. Segundo Sueli, há parteiras ainda muito jovens como há pessoas idosas que continuam fazendo partos por todo o interior do Brasil e até nas cidades. Ela citou o exemplo de uma parteira que mora no estado da Paraíba. “Ela tem mais de 90 anos e já fez mais de 9 mil partos”. Dois projetos de lei, que pretendem regulamentar a profissão de parteiro tradicional, tramitam juntos na Câmara dos Deputados. O primeiro deles foi apresentado em 2006 o outro em 2007 pela deputada Janete Capiberibe (PSB-AP). A deputada está participando do encontro das parteiras e dos parteiros em Olinda. O projeto está tramitando na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. (O Estado do Maranhão, p.22, 04/05)

Programa de Educação Continuada acontece em São Luís

Começam hoje os cursos de capacitação do Programa de Educação Continuada (PEC). Os cursos serão realizados na sede da Escola de Governo e Gestão Municipal (Renascença), órgão da Prefeitura Municipal de São Luís. O objetivo é atender as necessidades de atualização permanente de aprendizagem da Administração Pública Municipal promovendo sempre a integração, articulação, coordenação e garantia da elevação do desempenho do servidor e proporcionar além de aprendizado, uma formação para a vida. Projetos como o Convivendo na Escola, que atende aos servidores municipais aposentados e o Cine-EGGEM também fazem parte da nova Programação 2008 da Escola. As novidades ficam por conta de cursos como Associativismo e Cooperativismo, Atualização de Processos Técnico-Pedagógicos, Avaliação de Programas Educacionais, Noções de Instrumentação Cirúrgica, Estatuto da Criança e do Adolescente, Francês, entre outros. Além dos cursos mais procurados pelos servidores na Escola, como Segurança no Trabalho, Informática Básica e outros. Com essas ações a Escola de Governo e Gestão Municipal dá mais um passo na construção de um perfil que valoriza a democratização de conhecimentos ao mesmo tempo em que garante a participação ativa dos servidores públicos do município de São Luís nesta construção. (Jornal Pequeno-MA, p.19, 04/05)

 
 
 

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> Equipe da Agência de Notícias da Infância Matraca: Marcelo Amorim, Lissandra Leite, Jeane Pires, Luciano Nascimento, Ramon Bezerra.

 

 

 

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