Adolescentes maranhenses em ressocialização
Aprender a projetar e montar móveis e a
consertar veículos são atividades de grande viabilidade
no mercado de trabalho atual maranhense e brasileiro. Hoje a Fundação
da Criança e do Adolescente (Funac) está oportunizando
a seis adolescentes a conclusão nesses dois cursos, fruto de
parceria com a Secretaria de Trabalho e Economia Solidária (Setres),
por meio do Plano Nacional de Qualificação e o Serviço
Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A certificação
de quatro jovens no Curso de Mecânica em Diesel e Injeção
Eletrônica está agendada para logo mais, às 9h,
no auditório da Fiema. A participação em cursos
externos está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA) e no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) para
jovens em cumprimento de medidas socioeducativas restritivas e privativas
de liberdade. Segundo a presidente, os critérios para participação
nos cursos fora das unidades da Funac são bom comportamento,
comprometimento no cumprimento da medida, além da idade, com
benefício aos mais velhos das unidades. “É uma forma
de ampliar o processo de ressocialização de maneira mais
adequada, com o acompanhamento diário da equipe técnica
da Funac”, explicou o consultor da Funac, o filósofo mineiro
Willian Henrique da Silva. O curso também estimula os demais
adolescentes da Funac, comprometendo-os com as atividades diárias
das unidades, com o objetivo de também participar da profissionalização
externa. Nos últimos meses estão sendo proporcionados
os cursos de Mecânica em Diesel e Injeção Eletrônica,
Montagem de Móveis, Panificação e Confeitaria,
Informática na comunidade e o curso de Indumentárias da
Cultura Maranhense e Pintura em Vitral, que certificou 40 jovens da
Funac na semana passada. (O
Imparcial-MA, p.05, 05/05)
São Luís lidera mortalidade materna
A gestação é geralmente um
momento muito aguardado pela maioria das mulheres. No entanto, cerca
de 140 mulheres, a cada mil que dão à luz, morrem em São
Luís por ano. Esse número dá à cidade maranhense
o alarmante primeiro lugar no ranking de mortalidade materna entre as
capitais do país. De acordo com os números oficiais do
Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério
da Saúde, coletados e examinados pelo enfermeiro Hélio
Augusto Barros, São Luís tem o maior Coeficiente de Morte
Materna (CMM) entre as capitais: 140,17 óbitos maternos a cada
mil nascidos vivos. Em segundo lugar no ranking, está a capital
do Tocantins, Palmas. Rio de Janeiro é a cidade com o menor coeficiente
no país. Lá, a cada mil crianças nascidas, pouco
mais de 10 mulheres morrem por complicações da gravidez,
parto e puerpério, em relação ao total de gestações.
Esses dados revelam, ainda, que existe um perfil geral das mulheres
mais atingidas pela mortalidade materna no Brasil. Mulheres solteiras
de cor parda entre 20 e 39 anos, moradoras das regiões Norte
e Nordeste e com baixa escolaridade, são as maiores vítimas
da morte materna. “Esse perfil mostra que a mortalidade materna
é um problema sócio-econômico, não natural
e que, portanto, pode ser resolvido. Aproximadamente 90 a 95 por cento
das mortes são evitáveis”, justifica Hélio.
Medidas - Para
diminuir esses números, Hélio defende que um conjunto
de medidas deve ser tomado. A conjugação do acesso ao
pré-natal e da obediência à risca, pelas gestantes,
das orientações médicas sobre medicamentos e dieta
nutricional é fundamental para reverter o quadro. “O pré-natal
deve ser iniciado ainda no primeiro trimestre da gravidez e é
composto por, no mínimo, seis consultas. Ele é essencial
para conhecer o histórico familiar da mulher e as possíveis
doenças que podem acometê-la durante a gestação”,
revela o enfermeiro. Outros fatores que podem diminuir o número
de mortes maternas é a adoção de políticas
públicas que visem aumentar o número de leitos nas maternidades,
facilitar o acesso ao pré-natal, melhorar o atendimento médico-hospitalar,
além de promover campanhas educativas com o intuito de conscientizar
as futuras mães da importância das consultas e exames pré-natais.
(O Estado
do Maranhão, p.17, 04/05)
Parteiras discutem rumos da profissão
Parteiras e parteiros tradicionais de todo o Brasil
e de outros países se reuniram durante toda a semana em Olinda
(PE). No encontro, que terminou na última sexta (03), eles discutiram
a regulamentação da profissão, os avanços
do trabalho e as experiências profissionais. Segundo a presidente
da Organização Não-Governamental (ONG) Cais do
Parto, Sueli Carvalho, que organiza o encontro, existem hoje no Brasil
cerca de 60 mil parteiras tradicionais trabalhando, principalmente nas
regiões Nordeste, Norte e em Minas Gerais, sem ter a profissão
reconhecida. “Nossa luta tem sido pelo reconhecimento da profissão”,
disse. Sueli Carvalho informou que as parteiras prestam toda a assistência
à gestante, fazem o parto e não recebem nada por isso.
Segundo ela, no passado e em algumas regiões do país,
as parteiras eram presenteadas ao realizarem um parto, “mas nos
últimos anos nem presentes as parteiras recebem”. “A
gente luta pelo reconhecimento da profissão. Entendemos que,
após isso, caberá ao Estado a remuneração
da parteira pelo serviço que ela prestar”, disse a presidente
da ONG. Segundo Sueli, há parteiras ainda muito jovens como há
pessoas idosas que continuam fazendo partos por todo o interior do Brasil
e até nas cidades. Ela citou o exemplo de uma parteira que mora
no estado da Paraíba. “Ela tem mais de 90 anos e já
fez mais de 9 mil partos”. Dois projetos de lei, que pretendem
regulamentar a profissão de parteiro tradicional, tramitam juntos
na Câmara dos Deputados. O primeiro deles foi apresentado em 2006
o outro em 2007 pela deputada Janete Capiberibe (PSB-AP). A deputada
está participando do encontro das parteiras e dos parteiros em
Olinda. O projeto está tramitando na Comissão de Seguridade
Social e Família da Câmara. (O
Estado do Maranhão, p.22, 04/05)
Programa de Educação Continuada acontece
em São Luís
Começam hoje os cursos de capacitação
do Programa de Educação Continuada (PEC). Os cursos serão
realizados na sede da Escola de Governo e Gestão Municipal (Renascença),
órgão da Prefeitura Municipal de São Luís.
O objetivo é atender as necessidades de atualização
permanente de aprendizagem da Administração Pública
Municipal promovendo sempre a integração, articulação,
coordenação e garantia da elevação do desempenho
do servidor e proporcionar além de aprendizado, uma formação
para a vida. Projetos como o Convivendo na Escola, que atende aos servidores
municipais aposentados e o Cine-EGGEM também fazem parte da nova
Programação 2008 da Escola. As novidades ficam por conta
de cursos como Associativismo e Cooperativismo, Atualização
de Processos Técnico-Pedagógicos, Avaliação
de Programas Educacionais, Noções de Instrumentação
Cirúrgica, Estatuto da Criança e do Adolescente, Francês,
entre outros. Além dos cursos mais procurados pelos servidores
na Escola, como Segurança no Trabalho, Informática Básica
e outros. Com essas ações a Escola de Governo e Gestão
Municipal dá mais um passo na construção de um
perfil que valoriza a democratização de conhecimentos
ao mesmo tempo em que garante a participação ativa dos
servidores públicos do município de São Luís
nesta construção. (Jornal
Pequeno-MA, p.19, 04/05)