Clipping Diário Matraca

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O clipping "A Criança e o Adolescente na Mídia" é uma publicação diária que apresenta o resumo das principais notícias do dia veiculadas pelos jornais O Imparcial, Jornal Pequeno, O Debate e O Estado do Maranhão sobre crianças e adolescentes. O clipping é distribuído para profissionais da área de comunicação, Ong’s, instituições de promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente, conselhos e demais pessoas interessadas no tema.

São Luís/MA, 11/06/2008> nº 1049

Crianças indígenas subnutridas no Maranhão

Indicadores apontam que aproximadamente 30% das crianças indígenas maranhenses menores de cinco anos têm peso considerado baixo para a idade. É mais que o dobro da média nacional, que não ultrapassa os 12%. Entretanto, a cobertura do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) em terras indígenas maranhenses é a menor do país (apenas 6% do total), o que leva a crer que esse quadro pode ser ainda pior. As informações foram extraídas do relatório da CPI destinada a investigar as causas, as conseqüências e os responsáveis pela morte de crianças indígenas por subnutrição de 2005 a 2007. O documento foi aprovado na terça-feira, 3, na câmara dos deputados. Foram analisados indicadores de 38 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), unidades de responsabilidade sanitária federal correspondente a uma ou mais terras indígenas. Entre eles, o Dsei maranhense ocupa a quinta pior posição, com um índice de crianças subnutridas maior que o de localidades como Minas Gerais, onde 20% das crianças pesquisadas estava abaixo do peso mínimo normal, e o Amapá e o norte do Pará, onde esse número não ultrapassou os 18%.

Registros - O Dsei Maranhão informou o registro de 16 mortes de crianças indígenas em 2006 e 28 em 2007 – um crescimento de 75%. Apenas um, porém, seria causado por subnutrição. De acordo com o relatório da CPI, porém, nem todos os registros de óbitos foram feitos adequadamente. “Embora existam quase mil servidores trabalhando diretamente com a saúde indígena, os dados sobre a situação de saúde não eram repassados”, diz o relatório. Isso dificulta a leitura dos cenários, uma vez que o quadro pode mudar dependendo da fonte dos os indicadores analisados. Um relatório elaborado pela Coordenação Regional da Funasa do Maranhão e Dsei MA e posteriormente entregue à CPI informa que, de 1.362 crianças indígenas acompanhadas pelo Sisvan no ano passado, 722, isto é, 53% estavam na faixa de desnutrição. Outras 333 (24,45%) estavam em situação de risco nutricional, 248 (18,2%) com baixo peso e 141 (10,35%) com peso baixíssimo. (O Imparcial-MA, p.06, Suzana Beckman, 11/06)

Campanha contra paralisia infantil será Lançada em Imperatriz-MA

Na próxima sexta-feira será lançada, oficialmente, em Imperatriz-MA, a campanha de vacinação contra a poliomielite ou paralisia infantil em todas as unidades de saúde do município, se estendendo até o dia 13 de julho. O objetivo da campanha é vacinar contra polio, de forma indiscriminada, todas as crianças menores de cinco anos, independente de já terem tomado outra dose ou não. Segundo informações da coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Maria do Socorro Ribeiro, além da vacina contra a paralisia infantil, serão aplicadas as do esquema básico nas crianças que precisam iniciar ou completar esse procedimento. A nível nacional, a campanha contra a poliomielite começará sábado próximo. O Comitê Consultivo para a Erradicação da Poliomielite, da Organização Mundial de Saúde (OMS), tendo por base as lições aprendidas com o ressurgimento da poliomielite no período 2003-2005, em países considerados livres da doença, estabeleceu, em outubro de 2005, recomendações específicas para orientar a resposta à circulação do poliovírus em uma área anteriormente livre para limitar o potencial de disseminação internacional. (O Estado do Maranhão, p.03, 11/06)

Jogos escolares de Imperatriz-MA são confirmados para o dia 16

A Secretaria de Educação, Esporte e Lazer de Imperatriz-MA informa que a abertura oficial dos XXVII Jogos Escolares Imperatrizenses (JEIs), que estava programada para o dia 12, foi adiada para as 8h do dia 16 próximo, na avenida Beira-Rio, em Imperatriz-MA. O grande número de alunos para realizar exames nas escolas obrigou a Comissão Organizadora a tomar tal decisão. Na programação, além das atividades comuns como acendimento da tocha, saudações e juramentos, há a programação artística e cultural. Até agora, foram feitas mais de 4 mil inscrições. As competições acontecerão no período de 16 a 26 de junho, para oportunizar a participação de alunos das redes municipal, estadual e particular de ensino em competições olímpicas em diversas modalidades. Segundo o superintendente de Esportes, Giovane de Pinho, este ano, mais de 8 mil alunos/atletas e cerca de 100 escolas devem participar do evento, que visa promover a prática desportiva, a integração e socialização das unidades escolares. “Desde o início de 2005, os jogos escolares se transformaram em uma tradição, e este ano queremos superar os resultados alcançados em 2007”, assegurou o superintendente. (O Estado do Maranhão, p.03, 11/06)

Estatuto contra o trabalho infantil no Maranhão

O governador Jackson Lago sancionou ontem (10) a Lei 8.811, que altera a Lei nº. 6.1.107, de 27 de julho de 1994, que rege o Estatuto do Servidor Público, no que se refere à exploração do trabalho infantil. “Fico feliz ao ver, que com tantas ações de organizações da sociedade civil e do estado, tenhamos chegado a um momento em que, seguramente, o Maranhão é o primeiro estado a ter uma legislação no sentido de proteger as nossas crianças da exploração”, destacou. Sancionada às vésperas da data dedicada mundialmente ao combate do trabalho infantil, 12 de junho, a alteração dispõe que a partir desse momento, o servidor que utilizar mão-de-obra de menores de dezesseis anos de idade em qualquer tipo de trabalho, inclusive o doméstico, estará sujeito à pena de suspensão do cargo e de demissão, em caso de reincidência. O documento assinado por Jackson Lago, também faz referência aos menores de dezoito anos, que sejam submetidos a atividades insalubres, perigosas, penosas ou durante o horário noturno (entre as 22h e 5h da manhã). Para o governador, esse é um instrumento que tem que ser, obrigatoriamente, acompanhado de outras ações, como o acesso a uma educação de qualidade e à saúde. Segundo ele, esse é só mais um, entre muitos instrumentos do Estado para defender as crianças. (O Imparcial-MA, p.05; Jornal Pequeno-MA, p.04 -11/06)

 
 
 

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> Equipe da Agência de Notícias da Infância Matraca: Marcelo Amorim, Lissandra Leite, Jeane Pires, Luciano Nascimento, Ramon Bezerra.

 

 

 

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