Clipping Diário Matraca

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O clipping "A Criança e o Adolescente na Mídia" é uma publicação diária que apresenta o resumo das principais notícias do dia veiculadas pelos jornais O Imparcial, Jornal Pequeno, O Debate e O Estado do Maranhão sobre crianças e adolescentes. O clipping é distribuído para profissionais da área de comunicação, Ong’s, instituições de promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente, conselhos e demais pessoas interessadas no tema.

São Luís/MA, 12/06/2008> nº 1050

Levantamento revela diminuição de Trabalho Infantil em São Luís

Um levantamento realizado no mês de maio pela Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social aponta uma redução nos números do trabalho infantil em São Luís. Em 2004, 2.474 crianças e adolescentes trabalhavam, enquanto que, este ano, foram identificados 322 meninos e meninas nesta situação. Os dados serão divulgados hoje, Dia Internacional do Combate ao Trabalho Infantil, no Circo Escola (Anel Viário), durante evento organizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, que tem como público-alvo crianças e adolescentes atendidas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e suas famílias. Serão discutidos temas relacionados à assistência social, educação, saúde e trabalho. Além de celebrar esse dia, o evento também objetiva chamar a atenção da sociedade para essa problemática, que prejudica o desenvolvimento físico e mental e emocional das crianças.

Levantamento - o levantamento foi feito a partir da abordagem de rua de educadores sociais em cerca de 50 áreas das zonas urbana e rural, como praias, pedreiras, áreas de pesca, feiras, mercados, terminais de ônibus, shoppings, rotatórias, semáforos e nos centros histórico e comercial da cidade. Durante a abordagem, foi possível traçar um perfil dos meninos e meninas na faixa etária de 4 a 19 anos, dos quais 265 são do sexo masculino, 164 são vendedores e 302 declararam que estudam, entre outros dados constatados durante as entrevistas.

PETI - A redução dos números do trabalho infantil é resultado do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), realizado pela Prefeitura de São Luís em parceria com o governo federal, que atende, atualmente, uma média de cinco mil crianças e adolescentes com ações socioeducativas e de convivência, por meio dos 50 pólos, sendo 45 na zona urbana e 15 na zona rural. De acordo com a Secretária Municipal da Criança e Assistência Social, Leila Brandão, esse trabalho realizado em parceria com as organizações da sociedade civil e de outras políticas públicas, como a Educação e Saúde, mostram que muito se avançou, mas que é necessário se avançar ainda mais. “É necessário também consolidar-se redes de parcerias, implementar sistemas de fiscalização com aplicação de punições aos que exploram a mão-de-obra infantil, e cada vez mais ampliar o acesso das famílias às políticas públicas de trabalho e renda e garantir que as crianças e adolescentes permaneçam nas escolas”, completou Leila Brandão. (O Imparcial-MA, p.6; Jornal Pequeno-MA, p.14 – 12/6)

MEC divulga índices do Ideb

O Maranhão tem o nono pior ensino fundamental maior (de 5ª à 8ª série), o 10° pior ensino médio do país e o 11° pior ensino fundamental menor (de 1ª à 4ª série). A constatação é do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC). Sobre o ensino fundamental maior, o Maranhão tirou, no ano passado, nota de 3,3 no Ideb, empatado com o estado do Pará e com Amazonas. Em comparação com o ano de 2005, o Maranhão melhorou 0,3 pontos no ensino fundamental maior. A nota de 3,3 dos alunos da 5ª à 8ª série conseguiu ultrapassar em 0,3 pontos a meta estipulada pelo Ministério da Educação para o ano de 2007 do Ideb no estado. No ensino médio, de responsabilidade exclusiva do Governo do Estado, o Maranhão ficou empatado com os estados de Pernambuco e Bahia com nota 3 no Ideb. No ensino médio, o Maranhão também superou a meta estipulada pelo MEC para o Ideb, que era de 2,8 pontos. Entretanto, das três fases da educação maranhense, foi justamente no ensino médio em que os alunos tiveram mais dificuldade em ultrapassar o índice aceitável pelo Ministério da Educação. Entre os anos de 2005 e 2007, a melhoria no Ideb no ensino médio maranhense foi de 0,3 pontos.

Ensino Fundamental - no ensino fundamental menor, de competência das prefeituras, o Maranhão teve a 11ª pior nota em todo o Brasil, com 3,7 pontos, à frente de Pernambuco, Amazonas, Piauí, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia, Amapá, Alagoas e Pará. Os dois primeiros tiram nota de 3,6; Piauí ficou com 3,5; Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia, Amapá tiveram, no ensino fundamental menor, nota de 3,4 pontos. Alagoas e Pará registraram notas de 3,3 e 3,1 respectivamente. Na outra ponta, os alunos de 1ª à 4ª série do Distrito Federal e Paraná tiveram o melhor desempenho: nota 5. Das três fases avaliadas pelo MEC no estado, o ensino fundamental menor foi o que teve as mais expressivas melhorias entre 2005 e 2007. Entre os dois anos, a nota teve elevação de 0,8 pontos. Passou de 2,7 para 3,7, ficando também 0,8 pontos acima da meta determinada pelo Ministério da Educação. A melhoria dos indicadores do Ideb ocorreu em todo o Brasil. Nacionalmente, da 1ª à 4ª série do ensino fundamental, a nota foi 4,2. Da 5ª à 8ª, a nota foi 3,8 e, no ensino médio, o Ideb alcançou 3,5 em todo o Brasil. (O Estado do Maranhão, p.5;O Imparcial-MA, p.5 - 12/6)

Falta de professores deixa alunos sem aula em escola de São Luís

Pelo menos três turmas da Unidade Integrada Maria Alice Coutinho, que fica localizada na avenida São Luís Rei de França, no bairro Turu, estão há quase 60 dias sem aulas, por causa da falta de professores. A denúncia foi feita por pais de alunos que estão insatisfeitos com a paralisação das atividades durante todo este tempo. O caso já foi denunciado ao Ministério Público Estadual para que o órgão tome as providências cabíveis em relação à Secretaria Municipal de Educação (Semed) e Prefeitura de São Luís, que, até o momento, não resolveu a situação. A justificativa da diretoria da escola, segundo responsáveis pelas crianças, foi de que a Semed não havia nomeado professores para os cargos que estão em aberto. Além da falta de aula, os pais reclamaram dos transtornos enfrentados pelos estudantes, que, segundo eles, dificilmente devem conseguir acompanhar o ritmo das classes que estão acima. De acordo com os pais, cada sala de aula é composta por 30 estudantes, o que pode refletir em pelo menos 90 discentes prejudicados neste ano letivo. Com a paralisação, muitos pensaram até mesmo em matricular os filhos em escolas particulares. A diretoria da escola não quis se pronunciar sobre o assunto e transferiu a responsabilidade à Semed. A Assessoria de Comunicação da secretaria informou que a deficiência no quadro de professores da escola municipal Maria Alice Coutinho será sanada até o próximo dia 16, data de divulgação da lista dos professores aprovados no último concurso público, que serão nomeados para os cargos. (O Estado do Maranhão, p.1, 12/6)

 
 
 

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> Equipe da Agência de Notícias da Infância Matraca: Marcelo Amorim, Lissandra Leite, Jeane Pires, Luciano Nascimento, Ramon Bezerra.

 

 

 

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