Estados do Nordeste lideram 'ranking'
do trabalho infantil
A Bahia responde por cerca de
10% do total de crianças trabalhando em todo o país e
a 45% dos casos registrados na região Nordeste, segundo o coordenador
da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Renato
Mendes. Maranhão e Piauí também são apontados
pela OIT como destaques negativos. A cada 100 crianças que vivem
nesses estados, cerca de 17 trabalham e não conseguem alcançar
sucesso escolar por questões relacionadas à exploração.
Renato Mendes explicou que existem dois tipos de “ranking”
do trabalho infantil no Brasil – um que apresenta os números
absolutos de casos de exploração de crianças e
adolescentes e outro que apresenta percentuais comparados aos dados
regionais e nacionais. O Nordeste é líder em ambos os
casos.
Perfil
- Mendes ressaltou que o perfil do trabalho infantil no Brasil
tem se modificado desde 2005. Grande parte dos casos – que no
passado era registrada na agricultura – pode ser encontrada atualmente
nos centros urbanos, sobretudo em empregos informais como o trabalho
infantil doméstico, o trabalho nas ruas ou mesmo o aliciamento
de crianças e adolescentes para o roubo e para o tráfico
de drogas. “Na zona rural, você vai ter uma situação
cultural de aceitação do trabalho infantil. Nos centros
urbanos, a situação está muito mais dispersa, o
que dificulta a ação do Estado brasileiro. Facilitaria
se a sociedade mudasse o seu comportamento cultural em relação
ao trabalho infantil, informando as autoridades sobre a existência,
em sua comunidade, de situações de trabalho infantil.”
Penalidades
– O coordenador da OIT destacou que o primeiro passo a ser tomado,
assim que uma situação de exploração da
mão-de-obra infantil é identificada, é o de procurar
o conselho tutelar. Caso o órgão não exista no
município, a dica é recorrer a uma superintendência
regional do trabalho ou mesmo ao Ministério Público do
Trabalho. Mendes reforçou que caso a atividade infantil seja
constatada na cadeia formal de trabalho, o Ministério do Trabalho
e Emprego deve multar a empresa. O valor da multa é convertido
para o Fundo de Amparo ao Trabalhador. Caso a criança tenha se
machucado ou adquirido alguma doença grave relacionada ao trabalho,
o empregador pode ser penalizado com cadeia. “O Estatuto da Criança
e do Adolescente é claro: governo, sociedade e família
são responsáveis pela proteção da criança.
São responsáveis aqueles que exploram crianças
mas também, por omissão, são responsáveis
aqueles que vêem e não denunciam.” (Jornal
Pequeno-MA, p.10, 13/6)
Vacinação
contra a paralisia infantil acontece amanhã
O lançamento da primeira
etapa da vacinação contra a paralisia infantil em São
Luís será realizado amanhã, 14, às 8h no
Centro de Saúde Carlos Macieira. Devem ser vacinadas todas as
crianças menores de cinco anos. Este ano a campanha tem como
slogan” Tem que vacinar, não pode bobear”. A meta
é vacinar 98.971 crianças em São Luís até
o final do mês. A secretaria municipal de saúde contará
com uma equipe de 2100 profissionais entre médicos, enfermeiros,
assistentes sociais, vacinadores, supervisores, coordenadores, motoristas
e agentes comunitários de saúde. Os profissionais estão
distribuídos em 366 postos de vacinação nos sete
distritos da capital. Além de imunizar contra a pólio,
as unidades de saúde disponibilizarão ainda todas as vacinas
do calendário básico de vacinação. Mães
e responsáveis devem levar a carteira de vacinação
da criança para atualizar as vacinas que podem estar em atraso.
(O Imparcial-MA, p. 6, 13/6)
Cadastro
de crianças e adolescentes desaparecidos é aprovado em
comissão do senado
Projeto que cria o Cadastro Nacional
de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, foi aprovado ontem
na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, vencendo mais uma
etapa para transformar-se em lei. O que deve acontecer ainda neste ano,
tendo votação terminativa na Comissão de Direitos
Humanos e Legislação Participativa. Esse cadastro reunirá
dados de desaparecidos de todo o país. “O Cadastro Nacional
vai facilitar e encurtar o tempo de busca das famílias, além
de aumentar os índices de retorno ao lar de crianças e
adolescentes desaparecidos”, confia a líder do Governo
no Congresso, que deste 2003 tem se empenhado para ampliar a divulgação
dos desaparecidos no Brasil. s Organizações Não-Governamentais
(ONGs) que trabalham com o tema estimam que, a cada ano, 40 mil crianças
e adolescentes deixam suas famílias, seja por vontade própria
– fugindo — ou de forma involuntária – seqüestro
ou aliciamento. A maioria desses registros é de crianças
de mais de 10 anos, que fogem da casa dos pais. Oitenta por cento desses
desaparecidos são localizados até 48 horas depois do ocorrido.
Parcerias
- Em parcerias com ONGs, alguns estados usam, com bons resultados, sites
de busca de desaparecidos. O Distrito Federal, São Paulo, Minas
Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro, por exemplo, têm esse
serviço. A maioria dos estados brasileiros, no entanto, ainda
carece de programas especiais para a busca de pessoas, particularmente
crianças e adolescentes. “Mesmo onde há esse serviço,
a tentativa de localização limita-se às fronteiras
do próprio estado. Por isso, o Cadastro é peça
fundamental para agilizar as buscas”, reforça Roseana,
confiante de que seu projeto do Cadastro Nacional de Crianças
e Desaparecidos, que centralizará informações de
todo o Brasil, será aprovado ainda este ano. (O Estado
do Maranhão, p.5, 13/6)
Maranhão lidera superação
de meta do Ideb, anuncia o MEC
Com dois anos de antecedência,
o Maranhão alcançou – e até ultrapassou -,
em 2007, a meta de 2009 na elevação do Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), conforme
ficou comprovado na divulgação, quarta-feira (11), dos
resultados, cujos números foram comunicados pelo Ministério
da Educação (MEC) ao governador Jackson Lago. “É
com imensa satisfação que recebemos esta informação
do MEC, o que comprova que na área educacional o Maranhão
vem crescendo não só em números, com a entrega
de novas escolas e aumento do número de vagas, mas também
evolui, significativamente, em qualidade”, afirmou Jackson. O
secretário de Educação, Lourenço Vieira
da Silva, vibrou e creditou grande parte desse êxito à
decisão do governador Jackson Lago de criar o Sistema Integrado
de Ensino Público Estadual (Siepe) e à parceria com os
municípios, desenhada desde o início do governo. Lembrou
ainda que sem a expansão da rede pública de ensino, no
governo anterior, com a colocação do ensino médio
e fundamental em todos os municípios do Estado, “seria
impossível progredir”.
Índices
- O Ideb é constituído por alguns indicadores educacionais
já bem conhecidos: taxa de aprovação, resultado
da Prova Brasil (aplicada na 4ª e 8ª série do Ensino
Fundamental em 2005 que atribuiu média a todas as escolas públicas
de zona urbana do Brasil), e os resultados do Saeb (Sistema Nacional
de Avaliação da Educação Básica).
O Ideb estabelece não só médias para as redes municipais
e escolas, mas também define metas (pelo MEC) de produtividade
que deverão ser alcançadas. No ranking do crescimento
percentual, na etapa de alunos até a 4ª série do
fundamental, o Maranhão ficou em segundo lugar entre todos os
Estados (27,49). Na etapa de 5ª a 8ª séries, ficou
no décimo lugar nacional (11,03); e na 3ª série do
ensino médio (11,03), em quinto lugar.
Superação
- A análise dos dados divulgados pelo MEC revela que o Maranhão
foi o Estado que superou com maior folga a meta para o Ideb em 2007.
A nota média dos estudantes maranhenses de 1ª a 4ª
série do ensino fundamental ficou em 3,7, para uma meta de 2,9
- diferença de 0,8 pontos. Alagoas (com nota 3,3), Mato Grosso
do Sul (4,3) e Mato Grosso (4,4) também cumpriram a meta para
essa etapa de ensino, com folga de 0,7 pontos. A Bahia teve diferença
positiva de 0,6 pontos entre a nota média (3,4) e a meta (2,8).
O índice varia em uma escala de zero a dez.(Jornal
Pequeno-MA, p.4; O Imparcial-MA, p.5 - 13/6)