Abrigo é inaugurado em São
Luís
Com capacidade para abrigar 20
meninos e meninas de 14 a 17 anos, que eram atendidos nas casas lares
masculina e feminina, será inaugurado pela Secretaria Municipal
da Criança e Assistência Social (Semcas), na próxima
terça-feira, 1º, o abrigo Luz e Vida. A reforma e adaptação
do abrigo contou com a parceria da Secretaria de Estado de Desenvolvimento
Social (Sedes) e da Organização Não Governamental
Partners of the Américas. Com o novo espaço os meninos
e meninas passarão a conviver no mesmo local, a partir de uma
proposta pedagógica que proporciona o atendimento especializado
e individual, lazer e integração, com a disponibilidade
de quadra de esporte, local para cultivo de horta, refeitório
e outros. O serviço é realizado com o apoio de uma equipe
técnica formada por assistentes sociais, arte-educadores e apoio
administrativo. O abrigamento realizado pela Prefeitura de São
Luís é uma das medidas de proteção prevista
no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tem caráter
provisório e excepcional, com o objetivo de proteger a criança
e o adolescente das violações, como violência doméstica.
(O Imparcial-MA, p.5, 28/6)
Escolas terão máquinas de camisinhas
O ministro da Saúde, José
Gomes Temporão, disse que o governo pretende produzir e distribuir
400 máquinas de camisinha para escolas que integram o programa
Saúde e Prevenção nas Escolas. O anúncio
foi feito no 7º Congresso Brasileiro de Prevenção
das DST/Aids, que foi encerrado ontem em Florianópolis. A iniciativa
faz parte de um projeto-piloto do Ministério da Saúde,
iniciado no ano passado, que realizou um concurso entre os Cefet (Centros
Federais de Educação Tecnológica) para a produção
de máquinas de camisinha por menos de R$ 400. A expectativa do
ministério é que as máquinas comecem a ser produzidas
- metade pelo Cefet/SC e metade pelo Cefet/PB - até o fim do
ano, e que as primeiras delas sejam distribuídas no começo
de 2009. Ainda não há decisão sobre quais escolas
serão contempladas nem sobre que critérios serão
utilizados na escolha. Segundo o Ministério da Saúde,
o censo das escolas realizado em 2006 mostrou que cerca de 100 mil já
trabalham o tema DST/Aids no currículo. Destes, por volta de
10% distribuem preservativos. São na maioria escolas públicas.
O uso das máquinas e o acesso aos preservativos ficarão
a cargo das próprias escolas. A máquina será similar
a um caixa eletrônico e o aluno precisará da matrícula
e de uma senha para retirar um número limitado de preservativos
por semana. Os critérios quanto a quais os alunos autorizados
e qual o limite serão também definidos pela escola, em
acordo com os pais.
Polêmica
- O tratamento dispensado ao tratamento da Aids tem gerado polêmica
nas últimas semanas. O chefe do departamento para HIV/Aids da
Organização Mundial da Saúde (OMS), ligada à
ONU, Kevin de Cock, afirmou em entrevista ao jornal britânico
“The Independent” não haver mais risco de epidemia
da síndrome entre heterossexuais, exceto na África subsaariana.
O Ministério da Saúde tem posição diferente
e diz atuar no combate universal à Aids, com foco na educação
sexual, por isso a criação das máquinas. Segundo
o Programa Nacional de DST/Aids, na população em geral
há 16 homens infectados pelo HIV para cada 10 mulheres, enquanto,
entre jovens de 13 a 19 anos, essa proporção se inverte.
(O Estado do Maranhão, p.19, 29/6)
Cadastro de adoção é
lançado em São Luís
Unificar e disponibilizar os dados
e trâmites requeridos, além de dinamizar o processo de
adoção de criação. Com esses objetivos,
as Corregedorias dos Tribunais de Justiça do país vão
administrar o Cadastro Nacional de Adoção, sistema que
vinha sendo discutido há mais de seis meses e lançado
oficialmente em São Luís na manhã de sexta-feira,
27. De acordo com o juiz de direito e representante do Conselho Nacional
de Justiça (CNJ), Antônio Silveira Neto, o processo de
adoção de crianças no Brasil ainda tem entraves.
“Os principais entraves são a dificuldade de se encontrar
pessoas que queiram adotar, a inexistência e/ou fragmentação
de informações sobre menores que possam ser adotados,
além de exigências feitas pelo candidato quanto a características
específicas, como cor da pele, tipo físico e outras”,
explicou. Mas, de acordo com dados do CNJ, o novo sistema alimentará,
diariamente, o Banco Nacional de Adoção por meio eletrônico,
substituindo as listas manuais, dando um perfil geral das crianças
brasileiras disponíveis para adoção. Atualmente,
os interessados na adoção passam por todo um processo
de habilitação, incluindo a entrega de documentos, entrevistas
com psicólogos e assistentes sociais e um parecer do juiz da
Vara da Infância e da Juventude, para entrar numa lista de pretendentes
e aguardar uma criança com o perfil desejado. Ainda segundo Antônio
Silveira, há carência de políticas públicas
para a infância e a juventude e muito a se fazer, nesse sentido,
para que se complete a assistência e proteção integral
que a Constituição prevê para nossas crianças
e adolescentes. “As corregedorias, zelando pela correta administração
do sistema, vão nos ajudar a suprir um pouco desta lacuna, ao
aproximar pretendentes e crianças que aguardam por uma família
em mais de 6 mil abrigos brasileiros”, resumiu. (O
Estado do Maranhão, p.11; Jornal Pequeno-MA,
p.21, O Imparcial-MA, p.6 - 28/6)
Municípios debatem atendimento
sócio-educativo para o Maranhão
São Luís sediará,
de 3 a 5 de julho, no auditório da Faculdade de Arquitetura e
Urbanismo da Universidade Estadual do Maranhão, o Seminário
Estadual de Implementação do Sistema Nacional de Atendimento
Sócio-educativo (Sinase). A realização do evento
aparece em um momento importante para a sociedade maranhense, quando
cresce o debate sobre a aplicabilidade da Lei Federal 8.069/90, mais
conhecida como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA),
e sobre a redução da maioridade penal. Com a realização
do Seminário os programas e projetos sociais estaduais e municipais
serão visualizados no contexto da promoção e defesa
dos direitos humanos, bem como se dará visibilidade às
novas diretrizes do atendimento Sócio-educativo. O Seminário
Estadual de Implementação do Sistema Nacional de Atendimento
Sócio-educativo é realizado pela Universidade Federal
do Maranhão (Ufma), por meio do Departamento de Serviço
Social e da Pró-Reitoria de Extensão, e pela Fundação
Sousândrade, com o patrocínio da Secretaria Especial de
Direitos Humanos da Presidência da República. Conta ainda
com o apoio da Fundação da Criança e do Adolescente
(Funac), do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente
e da Secretaria Estadual de Direitos Humanos. (Jornal Pequeno-MA,
p.14. 29/6)
Trabalho junino e infantil em São
Luís
Os dedinhos são sujos e
finos, escondidos sob a luva grosseira. Mesmo assim, é supreendente
a agilidade do pequeno Naldo (nome fictício), de apenas dez anos,
no trabalho de separar as folhas de palmeira para as barracas de São
João. Com uma rapidez e uma prática que vêm de três
anos na mesma atividade, ele chega a destrinchar cinco feixes de palha
num único dia. É o equivalente a cerca de sessenta folhas
de palmeira. É assim que ele ajuda a reforçar o caixa
da família no mês de junho. Desde maio, o espaço
debaixo da ponte Bandeira Tribuzi, já estava tomado por trabalhadores
informais. É gente grande e também gente pequena que,
fornecendo matéria-prima para a alegria alheia, tem a chance
de aumentar um pouquinho o caixa da família. Naldo é pequeno
e magro demais para a idade. Usa roupas coloridas, como a maioria das
crianças. Mora no Jaracati e, perto de um shopping. Mas sua família
não vai lá. Até amanhã, trabalhará
debaixo da ponte . Ele chega ao meio-dia, logo que sai da escola. Vem
caminhando no sol quente. Almoça no serviço. Sai de lá
depois das 20h. A idade é pouca, mas a carga de trabalho já
é de gente grande. Pode ser por isso que, enquanto trabalha debaixo
do sol de três da tarde, Naldo não sorri. Na verdade, ele
quase não fala, concentrado no trabalho de abrir folha por folha
da palha. “É assim, ó.”, mostrou. Cada folha
precisa ficar na posição correta para garantir que o teto
da futura barraca de São João fique forrado do jeito certo.
“Eu separo, aí depois vende para o arraial”, resumiu.
Família
- O menino, porém, não trabalha sozinho. A atividade tem
a completa aquiescência da mãe, que acompanha a rotina
do filho com olhos atentos. Aliás, ele sequer é o único
nessa empreitada. É o primeiro de uma família de três
filhos, que assim que tem idade e tamanho suficiente já acompanham
a mãe, viúva, no trabalho sazonal que rende cerca de R$
100 por mês, suficiente para garantir um São João
menos apertado. A ajuda de Naldo representa metade desse valor. O irmão
mais novo de Naldo tem oito anos e veio pela primeira vez ajudar. “Mas
é só de vez em quando que ele vem. Ele ainda ‘tá’
muito pequeno”, justificou. D. Rosana* (nome fictício),
a mãe, se veste simples, e usa luvas iguais às do filho
para trabalhar. Os dois trabalham lado a lado. Ela se justifica. Diz
que o menino já precisa aprender desde pequeno a criar responsabilidade.
“Se ele fica na rua, eu não sei o que está fazendo.
É melhor ele aqui comigo”, explicou ela . Com o fim do
São João, a família do menino pode até perder
a complementação da renda. Mas , talvez Naldo perca a
seriedade que não convém a um garito de dez anos, trocando-a
pelas tardes de futebol no terraço. Do jeito que deve ser. “É
legal”, completou Naldo, rindo mais ainda.
Números
- Os dados mais recentes da Secretaria Municipal da Criança e
Assistência Social (Semcas) afirmam que há na cidade ainda
322 crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos que trabalham.
As boas notícias são que esse número é apenas
6% dos mais de cinco mil pequenos trabalhadores existentes em São
Luís no ano 2000. Em 2004, por sua vez, a queda já era
evidente: foram contabilizadas 2.474 crianças trabalhando. Ao
contrário do que costuma acontecer, em São Luís
o trabalho não afastaria as crianças da escola. “Usamos
a mesma metodologia das pesquisas anteriores. O fato é que temos
programas de erradicação do trabalho infantil, capazes
de dar a essas crianças e suas famílias melhores opções
de vida”, garantiu a secretária municipal da criança
e assistência social, Leila Brandão. A maior parte das
famílias dos pequenos trabalhadores, por sua vez, é chefiada
por mulheres, que cuidam sozinhas do sustento da família. Em
vários casos, as mães levam as crianças consigo
por não terem com quem deixá-las. Ganham assim também
um pequeno ajudante. (O Imparcial-MA, p.19, 28/6
- Suzana Beckman)
Encontro discute formação
de tutores para educação infantil
Para discutir a estrutura e a
organização do Programa de Formação Inicial
para Professores em Exercício na Educação Infantil
(Proinfantil), destacando as diferentes atribuições dos
parceiros no projeto, o governo do estado, por meio da Secretaria de
Educação (Seduc), promoverá de amanhã, 1/7,
até dia 4 o Encontro de Formação de Tutores do
Proinfantil. O evento, que será realizado no Centro de Convenções
do Brisa Mar Hotel, será aberto, às 8h, pelo secretário
de Educação, Lourenço Vieira da Silva. O encontro
servirá para apresentar e aprofundar estudos sobre a educação
infantil, enfatizando temáticas e conceitos, bem como formar
os tutores das agências formadoras (AGF) para atuarem junto aos
professores cursistas, considerando os conteúdos e as atividades
previstas no módulo dois do programa. O Proinfantil é
um curso em nível médio, à distância, na
modalidade normal. Destina-se aos professores da educação
infantil em exercício nas creches e pré-escolas das redes
públicas municipais e estaduais. (O Imparcial-MA,
p.5, 30/6)
Profissionais da educação
qualificados
A educação do Maranhão
vive um período significativo, marcado por mudanças e
avanços, principalmente, em relação às formações
continuadas para qualificação da ação docente
que estão se refletindo em âmbitos nacionais como o Índice
Nacional de Educação Básica. A afirmação
é da secretária Adjunta de Ensino da Seduc, Régina
Galeno, durante o I Fórum do Pró-Licenciatura em História,
que reúne centenas de professores de História, na Real
Promoções (Turu), em São Luís. Régina
disse que o Fórum é mais uma ação do Governo
Jackson Lago em parceria com o Ministério da Educação
(MEC) para efetivar uma escola de qualidade para todos. Ela enfatizou
ainda que uma das metas do governo para a Educação do
Maranhão é valorização dos profissionais
do sistema educacional. “Precisamos e queremos mudar a educação.
Hoje, temos um grande programa que é o Plano de Ações
Articuladas (PAR), proveniente das parcerias com o Governo Federal,
municipal e estadual, com o propósito de ampliar o desenvolvimento
da educação básica”, destaca. A secretária
Adjunta de Ensino da Seduc disse aos professores de história
que um dos fatores que contribuiu para destacar a nota do Maranhão
no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica
(Ideb) foi a qualificação dos professores. “O Maranhão
cumpriu a meta prevista para 2009, e isso vem confirmar que estamos
avançando, mas que precisamos avançar ainda mais e com
certeza os professores que hoje estão sendo formados levarão
para as escolas os novos conhecimentos”, salientou. (O
Imparcial-MA, p.28, 30/6)