Ciclo de Palestras em Impetratriz-MA
lembram 18 anos do ECA
A
Promotoria da Infância e Juventude da Comarca de Imperatriz-MA
está realizando um ciclo de palestras sobre a importância
da Lei Federal 8.069, mais conhecida como Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA). As palestras são direcionadas à
sociedade em geral, mas em especial para conselheiros tutelares de municípios
da Região Tocantina e estão previstas para encerrar domingo,
13, data em que o ECA completa 18 anos de criação. A assistente
social Nilcéa Martinho, do Núcleo de Assistência
Social da Promotoria da Infância e Juventude da comarca, e conselheiros
tutelares de Imperatriz estão visitando escolas públicas
para mostrar que a aplicação do ECA também depende
da participação da sociedade. Além de escolas de
Imperatriz, as palestras também já foram levadas até
os municípios de Davinópolis, João Lisboa, Vila
Nova dos Martírios, Amarante do Maranhão, Buritirana,
Estreito e Porto Franco. (O Estado do Maranhão,
p.3,11/7)
Acadêmicos
discutem o ECA em Imperatriz-MA
O especialista
em Criminalística e Direito Processual e Penal, José Ribeiro
de Oliveira, afirmou que o Estatuto da Criança e Adolescente
(ECA) nunca foi cumprido em sua totalidade em Imperatriz. A declaração
foi feita em uma sabatina com estudantes do 2º período de
Comunicação Social (Jornalismo) do Campus II da Universidade
Federal do Maranhão (UFMA). Durante o encontro, José Ribeiro
ressaltou que o ECA foi instituído com o objetivo de proteger
crianças e adolescentes, mas a omissão por parte do Estado
acaba por reduzir a eficácia da lei. Ele citou como exemplo a
Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), que
funciona como um presídio, quando deveria ser um centro educacional.
“O Estatuto não foi feito para punir o adolescente, mas
para protegê-lo. Havia uma expectativa das pessoas de que ele
fosse punir, mas a lei prevê medidas de internação
em estabelecimento educacional e na Funac a gente vê as crianças
e os adolescentes em grades”, ressaltou o especialista. José
Ribeiro também criticou a situação em que se encontra
o sistema carcerário brasileiro. “O Estado é o maior
violador das normas, pois 80% dos detentos de todo o país estão
presos irregularmente com excesso de prazo”, alertou José
Ribeiro. (O Estado do Maranhão, p.3, 11/7)
Documento
com 18 compromissos para com a infância e adolescência é
lançado em Brasília
Em
comemoração aos 18 anos do Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA), organizações que atuam na defesa
da infância e da adolescência lançaram ontem, na
Câmara dos Deputados, um documento com 18 compromissos, que será
entregue aos candidatos às eleições municipais
deste ano. Em outubro, serão eleitos prefeitos e vereadores em
todo o país. O documento propõe prioridade para a criança
e o adolescente na elaboração das políticas públicas.
“Esse é um ano importante de eleições municipais,
e é no município que se decidem as políticas públicas
preventivas”, afirmou a deputada Rita Camata (PMDB-ES), que, em
1990, foi relatora da lei que criou o ECA. A coordenadora da Frente
Parlamentar em Defesa da Criança e do Adolescente, senadora Patrícia
Saboya (PDT-CE), observou que o Estatuto chegou à “maioridade”,
mas ainda não foi aplicado com responsabilidade no Brasil. “Isso
faz com que a sociedade, como um todo, não entenda o valor do
ECA, como se fosse apenas um documento que protege os malfeitos de crianças
e adolescentes”, afirmou. Apesar das falhas, Patrícia considera
o ECA “uma das maiores conquistas da sociedade brasileira”.
Pauta
- Além dos compromissos para os candidatos às eleições
municipais, a frente parlamentar e organizações da sociedade
civil elaboraram uma pauta prioritária para o Congresso Nacional,
com 18 projetos de lei relacionados à infância que tramitam
atualmente no Legislativo. Entre os projetos, estão o que amplia
a licença-maternidade e o que institui proteção
especial às crianças e adolescentes ameaçados de
morte. A secretária do Fórum Nacional dos Direitos da
Criança e do Adolescente, Jimena Grignani, disse que a apresentação
dos 18 compromissos foi um avanço. Para Jimena, a criança
e o adolescente têm de ser sempre prioridade nas administrações.
(O Estado do Maranhão, p.7, 11/7)
Criada Comissão
para elaborar Plano de Alfabetização do Maranhão
A versão final do
Plano de Alfabetização Educadora do Maranhão (Paema)
foi apresentada em encontro realizado ontem (10), no Palácio
dos Leões. Desenvolvido pela Secretaria Adjunta de Projetos Especiais
(Sape) da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o
objetivo do Paema é ampliar ações que, revigorando
funcionamentos e implantado equipamentos sociais e pedagógicos,
promovam de forma coordenada, criadora e compartilhada o processo de
alfabetização. A professora da. Célia Linhares,
consultora do Instituto Paulo Freire e coordenadora da redação
do Paema foi enfática ao afirmar que o Paema não se constitui
em um plano ou programa, mas em uma ação de política
pública pela alfabetização do Estado que visa organizar
o Maranhão para que sejam respeitados os direitos à alfabetização
e à educação prolongada. Para ela, o Paema trata-se
de uma política que tem como objetivo ressarcir àqueles
que não tiveram a oportunidade de estudar em tempo hábil
e que foram excluídos do mundo letrado. “O Paema é
a construção de uma política pública que
se desdobra em uma multiplicidade de projetos que todos podem participar
e investir para a construção de uma realidade inovadora”,
destacou a Consultora do Instituto Paulo Freire. A Comissão deverá,
até o dia 29 de julho, finalizar e publicar oficialmente o Paema,
data prevista para a realização da 1ª Conferência
Estadual da Educação, com a participação
do governador Jackson Lago.(Jornal Pequeno-MA,
p.4, 11/7)