Conselheiros
tutelares são eleitos em São Luís
No
dia em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completou
18 anos, a população dos bairros João Paulo e Coroadinho
e da zona rural de São Luís foi convocada para eleger
os seus representantes nos conselhos tutelares de cada uma dessas regiões.
No caso do Conselho Tutelar da zona rural, que ainda está em
vias de ser implantado, esta foi sua primeira eleição.
A votação, coordenada pelo Conselho Municipal dos Direitos
da Criança e do Adolescente (CMDCA), teve início às
9h e terminou às 17h. No pólo Coroadinho/João Paulo,
o público estimado de pessoas aptas para votar era de 159 mil
pessoas. O universo total de votantes foi estimado em mais de 200 mil
pessoas, de acordo com o título de eleitor e relatórios
do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “Foram habilitados a votar
os cidadãos que tinham o título de eleitor cadastrado
na zona do próprio bairro. No caso da área Coroadinho/João
Paulo, há três seções eleitorais, de número
2, 3 e 90. Foram montadas 56 seções eleitorais no colégio
Batista Daniel de La Touche (no João Paulo), 48 seções
na Unidade Escolar Professor Rubem Almeida (Coroadinho) e 60 seções
na Unidade Integrada Darcy Ribeiro (Sacavém)”, explicou
Arlete Ayres, da coordenação do pleito. Para cada Conselho
Tutelar, foram abertas cinco vagas. Para o pólo Coroadinho/João
Paulo 20 candidatos se habilitaram para a disputa. Para o pólo
da zona rural, foram 15 candidatos habilitados. A votação
foi manual, pois o CMDCA não conseguiu, no TRE, a disponibilização
de urnas eletrônicas, por questões de tempo hábil
para a programação e reserva do equipamento. O escrutínio
foi realizado de forma manual, voto a voto, a partir das 17h no Centro
de Ensino Médio Liceu Maranhense, no Centro. A organização
prometeu conferir todos os votos durante a madrugada para encerrar os
trabalhos sem interrupções. O mandato de um conselheiro
dura três anos. De acordo com o artigo 131 do ECA, o Conselho
Tutelar é um órgão permanente e autônomo,
não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo comprimento
dos direitos da criança e do adolescente. O Conselho Tutelar
é, na prática, um instrumento dos cidadãos para
orientar e tomar providências nos casos em que crianças
ou adolescentes estejam em situação de risco social, seja
de abandono, de exploração sexual, de violência
ou de discriminação. (O Estado do Maranhão,
p.5, 14/7)
ECA faz 18 anos com desafios à
frente
O
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) atinge hoje a sua
maioridade. A trajetória da lei, criada para garantir direitos
e deveres do segmento infanto-juvenil, ao longo desses 18 anos, é
marcada por vários avanços, mas muitos obstáculos
a serem superados. Criado em 13 de julho, a Lei n° 8.069 marcou
uma nova fase de direitos da população infanto-juvenil,
com novas concepções e diretrizes. A partir do ECA houve
uma maior articulação de ações governamentais
e não-governamentais, além da criação dos
Conselhos Tutelares para garantir o cumprimento da legislação.
“O Estatuto mudou a realidade da violência, abandono e negligência
imensurável com crianças e adolescentes e estabeleceu
punição aos violadores dos direitos desse segmento populacional,
porque hoje há uma lei que os defende, que reconhece os seus
direitos, inclusive no aspecto judicial”, frisa o promotor da
Infância e Juventude de São Luís, Márcio
Thadeu Silva Marques. Para a coordenadora da Agência dos Direitos
da Infância Matraca, Lissandra Leite, “o Estatuto da Criança
e do Adolescente representou um grande avanço para a garantia
de direitos de crianças e adolescentes em nosso país.
Em torno das suas diretrizes, muitas políticas públicas
foram implementadas com um caráter e metas diferentes do que
tínhamos antes”.
Desafios
- Mas, apesar de todas essas mudanças
significativas, ainda se discute se o Estatuto, ao longo desses 18 anos,
tem sido efetivamente aplicado em estados e municípios do país.
Para a vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança
e do Adolescente (CEDCA), Marta Andrade, o desconhecimento do ECA pela
sociedade ainda é um entrave para que o segmento infanto-juvenil
não usufrua plenamente de seus direitos. “É uma
das legislações mais avançadas, mas a sociedade,
inclusive as crianças e os adolescentes, não sabe utilizá-la
para garantir os seus direitos. Isto se reflete no próprio receio
ou desconhecimento sobre a existência dos Conselhos Tutelares,
por exemplo”, destaca. O conselheiro tutelar do Centro, Luís
Lessa, explica que o desconhecimento da sociedade sobre o Estatuto gera
também interpretações equivocadas e mitos que interferem
no desenvolvimento do seu processo de consolidação. “O
desconhecimento muitas vezes gera mitos, como o de que o ECA só
garante direitos e é promotor da impunidade, o que não
é verdade. O Estatuto julga o adolescente com muito mais rigor
do que uma lei penal. Em 45 dias deve ocorrer toda investigação,
deve ser aplicada a medida, e ele vai passar, se for um caso gravíssimo,
três anos internado. Então, esse pensamento pode contribuir
para gerar mais traumas e privações de direitos fundamentais,
os quais esses adolescentes já estão sujeitos desde que
nasceram”, avalia. (O Estado do Maranhão,
p.23,13/7)
Aniversário
do ECA será lembrado por instituições em São
Luís
As
comemorações dos 18 anos do Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA) já estão acontecendo desde a semana
passada. Na última quinta-feira, foi realizado o Seminário
Estadual de Implementação do Sistema Nacional de Atendimento
Socieducativo (Sinase), promovido pelo Departamento de Serviço
Social da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e pela Fundação
Sousândrade. Em Brasília, também houve comemoração
com a apresentação do documento “Estatuto da Criança
e do Adolescente: 18 anos, 18 Compromissos - A criança e o adolescente
no centro da gestão municipal”, que propõe que as
organizações que atuam na defesa dos Direitos da Infância
e Adolescência apresentem este documento aos candidatos a prefeito
e vereador em todos os municípios brasileiros nas próximas
eleições e firmem o compromisso de colocar em prática
as sugestões. Para esta semana, o Conselho Municipal dos Direitos
da Criança e do Adolescente de São Luís (CMDCA),
a Rede Amiga da Criança, o Fórum de Organizações
Não-Governamentais em Defesa dos Direitos de Crianças
e Adolescentes (Fórum DCA) e a Agência de Notícias
da Infância Matraca prepararam várias ações
nos bairros de São Luís, iniciadas ontem e que prosseguem
até sexta-feira. A programação inclui torneios
esportivos, palestras, oficinas e atividades culturais. (O
Estado do Maranhão, p.23, 14/7)
Ainda falta
divulgação para Estatuto da Criança e do Adolescente
Apesar
de estar completando 18 anos, o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA) ainda não é aplicado como deveria. Para os especialistas
na área, a solução para que o documento tenha uma
maior aplicabilidade é a sua maciça divulgação,
inclusive com o público ao qual se destina. “Nós
achamos que trabalhar a divulgação do Estatuto, este ano,
pela base, que é a educação é um grande
avanço para eles que serão os adultos de amanhã
fiquem conscientes dos seus direitos e deveres”, afirma a presidente
do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente,
Ilvaneide Ferreira. Já o gerente da Organização
Não Governamental (ONG) Plan, Luís Marcos Medeiros, aponta
que a solução estaria, não apenas na divulgação,
mas na cobrança do poder público. “É preciso
que a promotoria esteja provocando o poder público para garantir
o cumprimento do Estatuto, ou seja, garantir prioridade absoluta para
os direitos fundamentais ao público infanto-juvenil. E a sociedade
tem que entender o seu dever de garantir este direito, para que não
sejam estimuladas certas violações, como o trabalho infantil,
que ainda apresenta altos índices”, ressalta. Apesar dos
18 anos do ECA, ainda prevalece a imagem da legislação
como medida apenas protetiva, por isso, muitos defendem alterações,
como o projeto de redução da maioridade penal, que está
atualmente em tramitação no Congresso Nacional. “É
um grande equívoco do legislador porque ele não percebe
que o que está levando uma pessoa a cometer o ato infracional
são as condições estruturais e conjunturais a que
está submetida. Lógico que existem casos específicos,
mas isso não justifica mudar a legislação para
a comunidade inteira, pois esses casos podem ser devidamente tratados
se forem aplicadas as medidas corretas”, analisa.
Conquistas
- Entre as maiores conquistas do Estatuto,
pode-se destacar a criação dos conselhos de Direitos da
Criança e do Adolescente, que são órgãos
deliberativos em que a sociedade civil e o governo têm a oportunidade
de discutir, propor e monitorar as políticas públicas
de atenção à população infanto-juvenil;
e dos Conselhos Tutelares (CT), que realizam o atendimento direto da
sociedade com o objetivo de garantir o cumprimento da garantia de direitos
do segmento na sua área de atuação. “Os conselhos
são importantes instrumentos no município para garantir
o direito da criança e do adolescente e até auxiliar nas
políticas publicas, já que permite que o município
conheça a sua realidade”, avalia a coordenadora do Centro
de Defesa Marcos Passerini, Nelma Pereira. Atualmente, os conselhos
estaduais do Direito da Criança e do Adolescente (CEDCA) fazem
parte de quase 90% dos municípios brasileiros, segundo a última
pesquisa divulgada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH),
em 2007. Mas o Maranhão é um dos estados em que essa cobertura
está abaixo dos 80%. Dos 217 municípios maranhenses, 189
têm conselhos municipais da Criança e do Adolescente (CMDCA)
e 167 são atendidos pelos Conselhos Tutelares (CT). (O
Estado do Maranhão, p.24, 13/7)
Falta investimento
governamental em políticas públicas para o segmento infanto-juvenil
Os
investimentos no atendimento do segmento infanto-juvenil ainda não
são prioridades para os governos federal, estadual e municipal,
segundo dados do Observatório Criança e de uma pesquisa
realizada pelo Departamento de Serviço Social da Universidade
Federal do Maranhão (UFMA), no período de 2003 a 2005.
As políticas públicas voltadas para crianças e
adolescentes deveriam ser prioridade das administrações
do país, segundo o artigo 4° do Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA), o que ainda não acontece efetivamente.
De acordo com as professoras da UFMA, Cândida da Costa e Selma
Maria Muniz, e do Centro de Ensino Tecnológico (Cefet), Lícia
Cristina Araújo, responsáveis pela pesquisa, o maior avanço
ocorreu na área da saúde e educação, nas
quais estas políticas públicas alcançaram crescimento
positivo em pequeno intervalo de tempo e um investimento condizente
com o que está previsto no Estatuto. Porém, as especialistas
explicaram que deve haver uma melhor distribuição e aplicação
dos recursos destinados a essa área. “Desde a criação
do ECA, ainda não se alcançou a prioridade pelo ensino
básico (infantil, fundamental e médio), então é
necessário o Estado investir mais neste objetivo”, explica
a pesquisadora Lícia Araújo.
Assistência
- Já as políticas de
assistência social, combate ao trabalho infantil e violência
contra a criança e o adolescente ainda deixam a desejar. O investimento
na política de assistência social, que é a mais
voltada para os pontos vulneráveis deste segmento, tem um orçamento
muito baixo, chegando a 1%, o que preocupa, pois 60% das 72 mil famílias
maranhenses estão na linha de pobreza. Houve um aumento, em 2005,
de 10% para 16% de crianças no trabalho infantil e no combate
à violência contra a criança e o adolescente, houve
o avanço no registro de denúncias: 3.000 na Vara da Infância
e Juventude e 1.032 nos Conselhos Tutelares. Porém, a responsabilização
do agressor e a condição de infra-estrutura e dos mecanismo
para investigação são insuficientes e precárias.
A coordenadora da pesquisa, Cândida da Costa, afirma que é
necessária a atenção redobrada. “Esse números
que refletem a realidade das nossas crianças e adolescentes alertam
para precariedade da condição de vida em nosso estado,
mesmo com os 18 anos do Estatuto, que garante prioridade absoluta a
este segmento. Então, é o momento de se cobrar mais investimento
e uma melhor articulação com as políticas de forma
a contribuir para reduzir essa condição de vulnerabilidade
e garantir condição de vida digna”, ressalta.
(O Estado do Maranhão, p.24, 13/7)
Estatuto
da Criança chega à maioridade
A criança
e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à
pessoa humana, sem prejuízo da proteçãointegral
de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios,
todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento
físico, mental, moral, espiritual e social, em condições
de liberdade e de dignidade”. É o que diz o artigo 3º
do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que comemora hoje
18 anos de existência. Antes do ECA entrar em vigor, o Código
de Menores, segundo Leila Andrade, Secretária Municipal da Criança
e Assistência Social (Semcas), era preconceituoso e ultrapassado.
“Tal código era retrógrado porque não protegia
a criança e o adolescente. Quando tinha algum problema, o código
determinava a retirada do menor de seu lar e o colocava em abrigos em
regime de internação e não existiam ações
sócio-educativas”, comenta Leila.O cumprimento do ECA é
resultado de avanços dos planos nacionais, estaduais, conselhos
tutelares, movimentos dos Cras e Creas, sistemas de garantia de direito
e dos Gts, grupos de trabalhos. “O estatuto está sendo
respeitado graças a parcerias e claro, a sociedade civil organizada
que vem denunciando os crimes de abuso sexual e trabalho infantil”,
comemora a secretária.
Proteção
- Em comemoração aos 18 anos do estatuto, eleições
foram feitas para a implantação de mais um conselho tutelar
na área rural. Com isso, são seis conselhos encarregados
de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente,
conforme o ECA. Conforme prevê o Conselho Nacional dos Direitos
da Criança e do Adolescente-Conanda, o Maranhão tem um
conselho tutelar para cada 200 mil habitantes, encaixando-se nas normas
exigidas nacionalmente. “Sabemos que é necessário
avançar mais para cumprirmos os direitos da criança e
do adolescente, mas com os trabalhos sócio-educativos dos conselhos
conseguiremos manter a vigilância constante no território
familiar”, finaliza Leila Andrade. (O Imparcial-MA,
p.13, 13/7 - Vanessa Moreira)
ECA ainda precisa superar desafios regionais,
diz Unicef
Ao celebrar a maioridade
do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o país
já tem o que comemorar. A avaliação é da
representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância
(Unicef) no Brasil, Marie-Pierre Poirier. Ela destacou que a legislação,
ao longo de seus 18 anos, ajudou, inclusive, a elevar os padrões
internacionais de proteção dos direitos da criança
e do adolescente. “Não só o Brasil, mas muitos países,
depois que adotaram a Convenção Internacional sobre os
Direitos da Criança e do Adolescente, tentaram refletir isso
dentro de um marco legislativo nacional. O ECA ajudou muito porque saiu
rapidamente e até mesmo avançou em alguns elementos mais
do que a própria convenção”. Ela ressaltou,
entretanto, que os avanços conquistados pela legislação
representam apenas um primeiro passo para que, de fato, a realidade
de crianças e adolescentes possa ser transformada. Ao falar sobre
a educação no Brasil, Marie-Pierre elogiou a ampliação
do acesso de crianças e adolescentes às escolas –
quase 98% da população –, mas lembra que um país
que é capaz de alcançar tal percentual precisa batalhar
para superar os outros 2%, que representam cerca de 660 mil alunos fora
das salas de aula. (Jornal Pequeno-MA, p.20, 13/7)
Ato público pelo fim do trabalho
infantil em comemoração aos 18 anos do ECA em São
Luís
Em uma parceria com Ministério
Público do Trabalho da 16ª Região, Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego no Maranhão e Secretaria Municipal
da Criança e Assistência Social de São Luís,
a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), integrou uma
mobilização pelo fim do trabalho infantil. Realizado na
tarde de sexta-feiraontem (11), na Avenida Colares Moreira, em frente
ao Shopping Tropical, o ato público foi feito com o objetivo
de lembrar a criação do Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA), que completa 18 anos neste domingo. Durante a mobilização,
dirigentes e representantes dos órgãos envolvidos fizeram
uma panfletagem com material de conscientização sobre
o problema do trabalho infantil. “Nossa meta é sensibilizar
a população para o fato de que a criança e o adolescente
devem ser protegidos e, que essa não é uma responsabilidade
somente do poder público, mas de toda a sociedade”, disse
a secretária adjunta da Sedes, Roseli Ramos. (Jornal
Pequeno-MA, p.15, 14/7)
CPI da pedofilia chama ex-assessor do
Senado
A CPI da Pedofilia vai ouvir um
ex-assessor do Senado que é suspeito de usar um computador da
Casa para divulgar imagens de sexo com crianças. O presidente
da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), suspeita ainda que pode haver mais
servidores envolvidos. O economista José Carlos Jacob de Carvalho,
49, é apontado por investigação da Polícia
do Senado e da Polícia Federal como responsável por armazenar
material de pedofilia. De acordo com registros na Casa, ele ficou lotado
nos gabinetes da liderança do governo, da primeira vice-presidência
e, por último, na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos).
“Eu o demiti assim que soube da denúncia, em junho do ano
passado. E, quando a CPI da Pedofilia começou, fiz questão
de avisar o senador Magno Malta (PR-ES)”, afirma Mercadante. “Só
não fiz divulgação, porque fui informado de que
o caso corria em segredo de Justiça”, completou. Na última
semana, Mercadante foi relator do projeto de lei sobre crimes cibernéticos.
Ele elaborou uma emenda que considera crime o armazenamento e a receptação
de imagens de sexo com crianças. Mercadante contou que, antes
de demitir Carvalho, questionou-o sobre as imagens. “Ele negou
tudo, mas disse que fazia uma pesquisa sobre sexualidade. Eu disse a
ele que isso era incompatível com as funções que
eu havia determinado e o demiti”, disse. (Jornal Pequeno-MA,
p.24, 13/7)
TV: comemorada
classificação indicativa
O Secretário
Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, comemorou, sexta-feira
última, os resultados positivos da Portaria 1.220, que regulamenta
as novas regras da Classificação Indicativa da programação
da TV brasileira e completa um ano. “Significa que as emissoras
colocaram em prática as novas normas atribuídas pelo Ministério
da Justiça e que este documento endossa a efetivação
dos direitos humanos de crianças e adolescentes”, destacou
Tuma Júnior. Resultado de três anos de intenso debate entre
o Ministério da Justiça (MJ), emissoras de TV, produtores,
exibidores, representantes da sociedade civil organizada, Ministério
Público e órgãos públicos vinculados à
defesa dos direitos humanos, a Portaria 1.220 mostrou que foi possível
aprimorar a metodologia da classificação e a divulgação
de informações sobre o conteúdo de obras audiovisuais.
O balanço desse ano de vigência é positivo. Neste
período, o MJ monitorou a veiculação dos símbolos
e de seus padrões e constatou que a veiculação
foi e vem sendo cumprida, avaliou o secretário. Nesses 12 meses,
foi possível classificar cerca de 1.800 obras, das quais mais
de 1.700 tiveram a autoclassificação deferida, e apenas
50 processos foram indeferidos, pelo aumento ou diminuição
da autoclassificação pretendida. Esses números
são a prova de que houve grande entendimento por parte das emissoras,
produtoras, distribuidoras e representantes, argumentou Tuma Júnior.
(O Estado do Maranhão, p.17, 13/7)