Caminhada lembra os 18 anos do ECA em
São Luís
Uma
caminhada e um ato público pelas ruas do Centro marcaram, ontem,
o encerramento da semana comemorativa aos 18 anos do Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA), em São Luis. A programação
teve ainda um dia de lazer no Parque do Bom Menino, com a realização
de oficinas e apresentações culturais. O encerramento
da semana, promovida pela Rede Amiga da Criança, teve participação
de mais de 200 crianças e adolescentes envolvidos em projetos
sociais de diversas comunidades da Ilha. A programação
foi iniciada às 9h, com uma passeata de representantes de Organizações
Não-Governamentais (ONGs) e centenas de crianças e adolescentes.
Eles saíram da Praça Deodoro, passando pelas ruas Rio
Branco, dos Afogados, da Alegria, dos Prazeres e Viana Paz até
o Parque do Bom Menino. Com balões, faixas e cartazes de protesto
e alusivos ao ECA, o grupo foi animado pelos grupos GDAM e Akomabu Mirim,
que contagiaram também o público que assistia ao ato.
Segundo a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança
e do Adolescente (CMDCA), Ilvaneide Carvalho, o ECA é uma lei
federal que, de forma simplificada, diz que a criança é
prioridade absoluta. Ela ressaltou que o Estatuto instaura direitos
para todas as crianças e adolescentes, garantindo atendimento
integral. Além de criar medidas protetivas – voltadas para
situações em que os direitos das crianças estejam
ameaçados ou violados –, e medidas sócio-educativas,
aplicadas para adolescentes que cometem atos infracionais. “O
poder público tem que investir mais em outras políticas
de atendimento direto à criança e ao adolescente. Hoje
as mais urgentes são saúde e educação, mas
é necessário também elencar recursos em moradia,
cultura e lazer”, disse ela. Segundo dados da Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada em 2005 pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Maranhão
tem o segundo maior índice percentual de trabalho infantil do
país. Grande parte das crianças trabalha em regime familiar.
Conforme a pesquisa, o estado apresentava em 2005 mais de 240 mil casos
de trabalho infantil, o que corresponde à cerca de 16% de suas
crianças e adolescentes com idade de 5 a 15 anos em situação
de trabalho. Em primeiro lugar está o Piauí, com 17%.
(O Estado do Maranhão, p.2; O Imparcial-MA,
p.7; Jornal Pequeno-MA, p.5 - 19/7)
Estudantes maranhenses participam da
SBPC Jovem
Um grupo de pesquisadores formado
por 14 alunos da 3ª série do Ensino Médio do Centro
de Ensino Governador Edson Lobão (Cegel), participaram da 16ª
reunião da SBPC Jovem, programação para crianças
e adolescentes da 60° Reunião Anual da Sociedade Brasileira
para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento foi encerrado no
dia, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo.
Os estudantes levaram à SBPC seis projetos de Iniciação
Científica Júnior, fomentados pelo governo do estado do
Maranhão, por meio da parceria Fapema/Seduc. O grupo apresentou
três trabalhos, na modalidade comunicação oral,
entre eles: “aprendendo a língua portuguesa além
da gramática”; “uma gramática a seu alcance”
e “Ler e escrever, um direito de todos: uma perspectiva dos alunos
do Cegel”. Os trabalhos foram apresentados por três estudantes,
sob a orientação das professoras Tereza Cristina Ribeiro
Alves e Eney Barbosa Avelar e pelo professor Fábio Henrique Silva
Sales. A coordenação pedagógica do Cegel disse
reconhecer o Programa de Iniciação Científica Jr.
no processo de autonomia intelectual dos estudantes, assim como a efetiva
integração da escola com a pesquisa e sua veiculação
com os problemas sociais que, necessariamente, o ensino e a aprendizagem
crítica podem possibilitar e fomentar diante das exigências
do mundo contemporâneo. A SBPC Jovem é um evento nacional
de caráter científico-tecnológico-cultural que
reúne expressiva participação de pesquisadores
dos ensinos fundamental e médio, objetivando a troca de idéias
e conhecimento científico pertencentes a diversas áreas,
possibilitando futuras parcerias institucionais e a consolidação
da pesquisa científica na educação básica
do Brasil. (Jornal Pequeno-MA, p.5 , 19/7)
Leitura nas
férias para mais de 3,2 mil crianças
As bibliotecas Farol da Educação
realizam, a partir de hoje o Clube de Leitura, atividade de incentivo
que tem o objetivo de entreter as crianças durante as férias
escolares. A programação será realizada em dois
turnos, entre 8h e 10h, e entre 14h e 16h, reunindo cerca de 160 estudantes
em cada um dos 20 faróis. A iniciativa faz parte da programação
das bibliotecas durante as férias escolares, com atividades de
incentivo à leitura, além de fortalecer a relação
do farol com a comunidade. Clube de Leitura acontecerá com um
grupo limitado de crianças, que participarão de atividades
lúdicas e educativas de cunho literário, onde, a cada
dia, terão a oportunidade de ler e trocar livros entre si, até
que todas tenham lido todo o material. Após a realização
das atividades programadas, deverá ser feita a leitura do texto
crítico que deve acompanhar o livro. No encerramento, que acontecerá
no dia 26, será entregue certificado de participação
com a presença dos pais. (O Imparcial-MA,
p.5, 21/7)
Estudantes
de São Luís alertam banhistas sobre lixo
Preocupados com a questão
ambiental e mais especificamente com a coleta seletiva, diretores, professores
e alunos do Instituto de Capacitação e Ensino Profissionalizante
(Icep) foram ontem à avenida Litorânea chamar a atenção
dos banhistas para a questão do lixo nas praias. A ação
foi liderada pelos alunos do curso de Meio Ambiente. A diretora acadêmica
Edna Sousa disse que a poluição das praias é um
assunto tratado em sala de aula e que preocupa professores e estudantes.
“Estamos aqui para estimular os banhistas a não sujaram
as praias e a adotar a coleta seletiva”, justificou ela. O grupo
abordou vários banhistas e distribuiu folders com informações
sobre coleta seletiva. A estudante Karen Mendonça disse que tem
a consciência de que não se deve jogar lixo sobre a areia,
atitude nem sempre seguida pela maioria da população.
“Sujar é feio. O belo é você ter as coisas
limpas, ou seja, tratar a sua cidade como a sua própria casa.
Acho a Litorânea limpa, em comparação com a praia
do Olho d’Água, por exemplo”, observou. A coleta
seletiva consiste em separar os resíduos por meio das suas características,
permitindo que parte deles possam ser reciclados. A coleta seletiva
segue um padrão por cores. Os recipientes vermelhos são
geralmente usados para o depósito de tampas, potes de alimentos,
frascos, garrafas de refrigerante, recipientes, produtos de limpeza
e higiene, tubos, conexões, entre outros. Os recipientes azuis
são para folhas de sulfite, revistas, caixas, papelão,
folhas de caderno, cartolinas, jornais, envelopes, folhetos em geral,
formulários de fax e computador. Os na cor verde são para
vidros, garrafas, lâmpada comum, etc. Os recipientes amarelos
são destinados para a coleta de latas de alumínio, como
de cervejas, refrigerante e etc. Os brancos, por sua vez, ficam para
cascas de frutas, restos de alimentos ou material reciclável
que esteja sujo de óleo e etc. (O Estado do Maranhão,
p.10, 21/7)
Candidato
tenta fraudar Paes da Uema
Um caso de irregularidade
foi constatado durante a realização da primeira etapa
de provas do Processo Seletivo de Acesso ao Ensino Superior (Paes) da
Universidade Estadual do Maranhão (Uema), realizada ontem,20,
em São Luís e em mais 18 municípios maranhenses.
Um candidato foi flagrado respondendo aos testes com identidade falsa
na escola Cidade de São Luís, localizada no bairro Cohab.
Segundo a coordenação do seletivo, 3.850 pessoas faltaram
aos testes ontem na capital e nos campi do interior. O candidato que
tentava fraudar o concurso foi identificado como Pedro Paulo Cantanhede
Lemos. Ele foi autuado em flagrante por uso de documento falso e foi
encaminhado ao Plantão do Cohatrac, após ser identificado
pelos fiscais do seletivo. Ele usava o nome de Fábio Serra Pinto,
candidato ao curso de Formação de Oficiais. No colégio
Almirante Tamandaré, também na Cohab, um grupo de 17 candidatos
foi parar na delegacia após não conseguir entrar no prédio
para responder às provas. Eles alegaram que estavam dentro do
horário, mas encontraram os portões fechados. Indignados,
se dirigiram à delegacia do Cohatrac, onde registraram um Boletim
de Ocorrência. Segundo o professor Antônio Pereira e Silva,
da Comissão do Paes, a tentativa de fraude não prejudicou
o vestibular porque o Serviço de Inteligência da polícia
encaminhou o acusado imediatamente à delegacia, após ter
recolhido sua prova. (O Estado do Maranhão,
p.5 - 21/7)