Pacto por crianças do semi-árido
é apresentado a assessores de comunicação em São
Luís
Em uma reunião ocorrida ontem, no
auditório do Palácio dos Leões, o Comitê
Estadual do Pacto Um Mundo para a Criança e o Adolescente do
Semi-árido reuniu assessores de comunicação do
governo do estado e de entidades da sociedade civil envolvidos com a
temática. O objetivo da reunião foi apresentar o Pacto
e as ações do Comitê Gestor, com vistas a uma maior
mobilização e uma ação articulada de comunicação.
Articuladora do comitê gestor estadual, a gestora da Secretaria
de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), Margarete Cutrim, disse
que a primeira etapa do pacto maranhense era a elaboração
do plano de ação. Ele foi construído por meio de
estratégias de atuação, de forma a estimular as
ações de enfrentamento aos índices negativos nessa
região, como os da mortalidade infantil, evasão escolar,
entre outros. “Uma das estratégias do plano de ação
para 2008 é exatamente conhecer todos vocês e trazer as
informações, para que através do trabalho de vocês,
a sociedade como um todo possa ter conhecimento do que é e como
está trabalhando o comitê estadual do Pacto Um mundo para
a criança e o adolescente do Semi-árido”. A idéia
é que a partir dessa reunião comece a se construir organizações
sociais que divulguem o semi-árido, com destaque para o protagonismo
juvenil e para as temáticas trabalhadas pelo Comitê Gestor.
(O Imparcial-MA, p.5, 24/7)
Conselho
Tutelar de Imperatriz apresenta relatório de atendimentos
O Conselho Tutelar (CT) da Área
II, que abrange trecho compreendido entre o fim da BR-010, em Imperatriz-MA,
até a divisão com os municípios de João
Lisboa-MA e Porto Franco-MA, divulgou relatório do primeiro semestre
deste ano. Abuso sexual contra crianças e adolescentes é
um dos registros mais comuns. O levantamento divulgado pelo coordenador
do CT, Frederico Oliveira da Silva, aponta que entre janeiro e o dia
20 de julho deste ano foram registradas 257 ocorrências de adolescentes
em conflito com a família, o que representa a maioria dos casos.
Em segundo lugar no ranking estão os casos de abuso sexual contra
crianças e adolescentes com o registro de 20 denúncias,
das quais sete foram confirmadas. “A maioria das denúncias
é de caso de adolescentes em conflito familiar, ou seja, aquele
adolescente rebelde que abandona a escola, que não atende as
regras da família. Esses casos são registrados desde o
começo do ano. Sobre os casos de abuso sexual, só temos
informações do dia 17 de março até hoje
(ontem)”, explicou a conselheira Nádia Oliveira.
Prevenção
- O CT também vem intensificando as ações
preventivas. Desde o dia 17 de março, os conselheiros realizam
palestras em escolas, associações, entre outros espaços,
visando repassar informações à comunidade sobre
o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A idéia
é conseguir maior apoio da comunidade que passaria a identificar
e denunciar com maior agilidade os casos de abuso sexual em que são
vítimas as crianças e os adolescentes. Sobre as palestras,
os interessados podem manter contato telefônico com o conselho
para agendamento. A coordenação orienta que o contato
seja prévio para não prejudicar a agenda de trabalhos.
(O Estado do Maranhão, p.3, 24/7)
Índice de cesariana é
alto no Maranhão
Levantamento encomendado pelo
Ministério da Saúde demonstra que a cesariana já
representa 26% dos partos realizados pelo Sistema Único de Saúde
(Sus) no Maranhão. De acordo com a recomendação
da Organização Mundial da Saúde (OMS), essas cirurgias
deveriam corresponder a, no máximo, 15%. No Brasil, a cirurgia
corresponde a 43% dos partos. Nove maternidades do Maranhão realizam
parto cesáreo sem condições de esterilização
e programas de controle de infecção hospitalar adequados.
Os dados são de 2006. O parto normal é apontado como mais
seguro tanto para a mãe quanto para o bebê. Para alterar
o atual quadro, o Ministério da Saúde lançou uma
Campanha de Incentivo ao Parto Normal. O objetivo é diminuir
os problemas decorrentes da cirurgia, em especial as infecções.
“A cesariana se constitui em avanço da ciência para
as situações de risco para a mãe e bebê,
mas tem sido comum a cirurgia ser marcada desnecessariamente, sem uma
indicação precisa, o que gera o aumento das chances de
complicações e morte para ambos”, alertou o superintendente
da Vigilância Sanitária do Estado, Arnaldo Muniz Garcia.
Além disso, o Governo Federal estipulou prazo até 3 de
dezembro de 2008 para as maternidades se adequarem aos padrões
de funcionamento que privilegiarão o parto normal, previstos
em resolução (nº 36) da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa). Os padrões deverão
resultar em mais conforto e privacidade para mães e filhos, e
determina, por exemplo, a garantia da presença de acompanhante
de livre escolha da gestante durante o parto e a internação.
Infecções
- A Supervisão Estadual de Vigilância Sanitária
identificou, em pesquisa feita em 2006, vários problemas em unidades
mistas e hospitais de municípios do interior do Maranhão.
No estado, nove maternidades tiveram desempenho inferior a 34,8, em
uma escala de 0 a 100. O que mais chamou a atenção foi
o alto índice de infecções. Isso se deve, principalmente,
ao risco causado pelas cesarianas para a mãe e para a criança.
“Nesses estabelecimentos não havia programa de infecção
hospitalar e só uma das nove fazia o monitoramento das centrais
de material de esterilização”, explicou o superintendente
da Vigilância Sanitária do Estado. Para o superintendente,
como o parto cesáreo envolve cirurgia, o risco de contaminação
é maior. “A falta de informação entre as
mulheres é um dos aspectos apontados como causa para o aumento
das cesáreas, pois faz com que elas não participem dessa
escolha e, mesmo que num primeiro momento expressem a vontade do parto
normal, no decorrer do trabalho de parto são convencidas, por
um ou outro motivo, a aceitar o parto cirúrgico”, afirmou
Arnaldo Muniz Garcia. (O Estado do Maranhão,
p.5, 24/7)
Liceu Maranhense comemora hoje 170 anos
de existência
Uma das mais importantes escolas
do Maranhão e do Brasil, por ser a segunda escola pública
mais antiga do país, comemora hoje 170 anos. O Liceu Maranhense
foi criado por meio da Lei n° 17, no dia 24 de julho de 1838, pelo
então presidente da província do Maranhão, Vicente
Thomaz de Figueiredo Carvalho. “Nesta época, ela foi criada
para atender a demanda dos filhos da classe dominante. Somente no final
dos anos 50 é que a população da classe média/baixa
passou a ter acesso aos ensinos do Liceu”, lembrou o atual diretor
da instituição, Raimundo Marques Vieira. “Apensar
das dificuldades que a escola ainda enfrenta, ela ainda é uma
referência de qualidade de ensino no estado”, disse o diretor.
Em 2007, mais de 150 alunos da instituição foram aprovados
no vestibular da Ufma e muitos lograram a primeira colocação
dos seus cursos. Esse bom desempenho garantiu bolsas integrais e parciais
aos alunos nas faculdades particulares de São Luís por
parte do Enem. Atualmente a escola atende 2.860 alunos (nos três
turnos), em uma estrutura de 20 salas, 12 delas climatizadas. “Vi
estudar aqui porque os mais velhos diziam que era uma boa escola. Já
ouvi falar muito da história do Liceu, mas não tinha noção
de que ela era tão importante”, disse o aluno do 2°
ano do Liceu Maranhense, Jorge Tadeu. (Jornal Pequeno-MA,
p.5, 24/7)