Aleitamento materno é incentivado
em Caxias-MA
O
trabalho constante realizado na rede municipal de saúde de Caxias-MA
está ajudando as mães, principalmente as de primeira viagem,
a entenderem a importância do aleitamento materno para a saúde
da criança. As orientações são repassadas
para elas durante a gestação e complementadas assim que
os bebês estão prontos para tomarem a primeira dose de
vacina e realizar o teste do pezinho, exames que na rede pública
de saúde de Caxias-MA costumam acontecer entre sete a 15 dias
após o parto. Durante esses encontros, ministrados por enfermeiras
ou médicos, não há apenas o repasse de informações,
mas a troca de experiências entre aqueles que acompanham a rotina
dos hospitais e as mães, que nem sempre sabem lidar com os problemas
que acontecem durante a fase da amamentação. A jovem mãe
Elizete Cunha assustou-se quando a filha Sabrina, de apenas dois meses,
começou a recusar o peito. “Eu pensava que eu não
tinha leite no peito. Ela não queria pegar o peito. No início,
dá medo”, destacou a mãe, hoje amamentando normalmente.
Resultados - A orientação sobre aleitamento materno tem
proporcionado bons resultados de conscientização. Sandra
Maria Costa Matos descobriu que as informações são
valiosas antes mesmo de a mãe ter o bebê. “É
bom porque a gente às vezes acha que está dando o peito
do jeito certo e não está. Com essas orientações
a gente aprende até o jeito certo de dá o peito para a
criança”, ressaltou a mãe. Tanto as enfermeiras
quanto os médicos orientam as mães a preparar o seio para
evitar rachaduras e ferimento que levam o ato de amamentar a se transformar
em uma situação dolorosa, tanto para mãe como para
o bebê. “A finalidade das palestras é incentivar
as mães a amamentarem durante os seis primeiros meses e erradicar
alguns tabus que ainda atrapalham nossos índices de amamentação,
como o medo que algumas mulheres têm de que o peito vai ficar
flácido ao amamentar. Isso não existe”, explicou
a enfermeira Ana Cristina da Silva. (O Estado do Maranhão,
p.12, 10/8)
Direitos Humanos vai debater políticas
públicas
“Democracia, Desenvolvimento
e Direitos Humanos: superando as desigualdades” este é
o tema da V Conferência Estadual dos Direitos Humanos. O evento
acontece nos dias 13, 14 e 15, no Sesc Turismo - Olho D’água.
A abertura da conferência contará com a presença
do governador Jackson Lago e de autoridades do poderes Legislativo,
Judiciário e Executivo. Realizada pela Secretaria de Estado dos
Direitos Humanos, a conferência acontece em parceria com Conselho
Estadual dos Direitos Humanos, Fórum de Direitos Humanos do Maranhão
e outras organizações sociais. A V Conferência Estadual
dos Direitos Humanos vai debater políticas públicas voltadas
para a garantia dos direitos humanos no Maranhão, além
de escolher os representantes para a XI Conferência Nacional dos
Direitos Humanos, que irá acontecer de 06 a 10 de dezembro, em
Brasília. Dentre os objetivos da Conferência Estadual estão
a indicação de proposições para a revisão
e atualização do Programa Estadual de Direitos Humanos
(PEDH), que se espera desta forma contribuir para construção
de bases para a política nacional de direitos humanos e da agenda
de luta pela promoção e garantia dos direitos humanos
nos próximos anos. Os trabalhos e temáticas serão
apresentadas em forma de palestras, painel, plenária e de trabalhos
em grupos. Mais informações na Secretaria de Estados dos
Direitos Humanos, localizada na Avenida Guaxenduba, s/n, Outeiro da
Cruz. Telefone: 3311-4100. (Jornal Pequeno-MA,
p.17, 10/8)
Funasa registra
queda de mortalidade em indígenas
Estudo produzido pelo Departamento
de Saúde Indígena da Fundação Nacional de
Saúde (Funasa) nos distritos sanitários especiais indígenas
mostrou que os indicadores de ocorrência de doenças e mortes
nas comunidades tradicionais caíram nos dois últimos anos.
A mortalidade infantil indígena atingiu em 2007 a menor taxa
dos últimos oito anos: 46,7 para cada mil nascidos vivos (em
2000 a taxa era de 74,61). Entretanto, os índices são
tratados com cautela pela Funasa, já que ainda permanecem altos.
A taxa de mortalidade infantil indígena é mais do que
o dobro da média nacional, de 21,7 para cada mil nascidos vivos.
“Não é motivo de comemoração, mas
aponta para um controle que deve ser intensificado. As políticas
estão impactando os indicadores, mas não pode haver descontinuidade”,
disse o coordenador geral de Atenção à Saúde
Indígena da Funasa, Flávio Nunes, em entrevista à
Agência Brasil. (O Estado do Maranhão,
p.11, 11/8)
Fundação
Alcoa entrega jardim e creche em São Luís
A comunidade do Piquizeiro ganhou
ontem o Jardim de Infância Esperança do Amanhã e
a Creche Nossa Senhora da Conceição. O prédio tem
quatro salas, sendo uma para recreação e repouso; três
banheiros, dois para as crianças e um para funcionários;
refeitório e cantina. A instituição atenderá
132 crianças de 3 a 5 anos, sendo que cerca de 60 em período
integral. A Fundação Alcoa destinou cerca de R$ 32 mil
para construção do Jardim de Infância e da creche,
que será mantida pela Associação dos Moradores
do Piquizeiro e Adjacências em parceria com a Secretaria Municipal
de Educação (Semed). Participaram da solenidade de inauguração
a presidente da Associação, Francinete Pereira; a supervisora
de Assuntos Institucionais, Camila Meireles; a analista de Projetos
Comunitários, Joana Burgos; e o gerente de Planejamento Estratégico,
Hélio Truci. O gerente de Engenharia da Alumar, Múcio
Vasconcelos, representando o diretor do Consórcio, Nilson Ferraz,
agradeceu a oportunidade de participar de um projeto tão importante
como este, principalmente por ser na área de educação.
Segundo ele, esta é uma das maiores carências das comunidades
de São Luís. “Essa obra representa uma garantia
de segurança para as famílias e de uma formação
adequada para as crianças da comunidade”, destacou. (O
Estado do Maranhão, p.9, 9/8)
II Feira
do Livro em São Luís vai movimentar economia local
A Feira do Livro de São
Luís, além de ser o maior evento literário da capital
maranhense, também movimenta a economia local com a venda de
livros, contratação de empresas prestadoras de serviços,
geração de empregos temporários e o comércio
de produtos alimentícios. A 2ª Feira, que acontecerá
de 9 a 19 de outubro, promete repetir o mesmo sucesso do ano passado.
Na sua primeira edição, o evento, promovido pela Prefeitura
e instituições parceiras, gerou R$ 3,9 milhões,
sendo R$ 2,2 milhões comercializados nos espaços de venda
de livros. A praça Maria Aragão recebeu um público
de 192 mil pessoas e a estimativa para 2008 é de 210 mil visitantes
em 11 dias de atividades. “São Luís tem evidente
vocação para tornar a economia da cultura um vetor de
desenvolvimento qualificado, em razão de nossa diversidade e
alta capacidade criativa. A Feira do Livro de São Luís
veio consagrar a vocação natural da cidade para a literatura
e a poesia, gerando ocupação e renda para centenas de
pessoas que formam as cadeias produtivas envolvidas na realização
do evento”, afirmou o presidente da Fundação Municipal
de Cultural, Adirson Veloso.
Espaços
- Na 2ª Feira do Livro serão montados 87 estandes para exposição
e vendas de livros, 15 a mais que no ano passado. Estarão no
local 500 editoras que vão disponibilizar cerca de 70 mil títulos.
A previsão é lançar 100 obras literárias,
47 a mais que em 2007, e 80% são de autores maranhenses. A coordenadora
geral da feira, Lúcia Nascimento, disse que o evento fortalece
a criação literária local e serve para desmistificar
que a produção de livro não se sustenta. Em nove
dias de feira em 2007, houve escritor maranhense que vendeu 840 exemplares,
como é o caso de Antonio Guimarães, com o livro “Algodão:
Ouro Branco (espaço e tempo)”. Aldo Leite comercializou
102 exemplares de sua obra “Memória do Teatro Maranhense“.
“A feira é uma grande vitrine para dar visibilidade e valorização
à diversidade cultural maranhense e brasileira”, afirmou
a coordenadora. Este ano, a feira ocupará uma área de
6 mil m2, na Praça Maria Aragão, além das instalações
do Espaço Cultural, área do estacionamento da praça,
Casa do Professor e Palácio Cristo Rei (Praça Gonçalves
Dias), Teatro Artur Azevedo e o Coreto da Praça Gonçalves
Dias. As atividades ocorrerão em 24 espaços, entre auditórios
climatizados, Casa do Escritor Maranhense, Café Literário,
estandes institucionais, cine-clube, área para exposições,
entre outros. A praça de alimentação funcionará
no Espaço Cultural e haverá também uma lanchonete
nas instalações da praça Maria Aragão.
(Jornal Pequeno-MA, p.17, 10/8)