Seminário discute direitos da
infância em São Luís
O
direito primordial de cada criança e adolescente se desenvolver
em meio à família e à comunidade é o principal
assunto em debate no II Seminário Maranhense – Convivência
Familiar e Comunitária: Direito de Todas as Crianças e
Adolescentes, que será encerrado hoje, no auditório do
Sindicato dos Bancários. Está prevista a adesão
de 17 municípios, além de São Luís. Entre
as palestrantes estão a advogada e consultora nacional do Fundo
das Nações Unidas para Infância (Unicef) Karyna
Sposato (Salvador-BA), a empreendedora social Conceição
Pagnele (fundadora e presidente da Associação das Mães
e Amigos dos Adolescentes em Risco de São Paulo) e a pedagoga
Maria Lucia Gulassa, de São Paulo, entre outras. Destinado aos
gestores e técnicos de projetos estaduais, prefeituras do semi-árido
maranhense e representantes de organizações não-governamentais
, o seminário visa disseminar e fortalecer iniciativas para implementação
do plano nacional voltado para crianças e adolescentes no estado.
O evento é realizado pelo Grupo de Trabalho Pró-Convivência
Familiar e Comunitária do Maranhão, por meio do Conselho
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de São
Luís (CMDCA-SL). Na abertura ontem, houve uma reunião
entre os representantes institucionais e um painel com a juíza
da 3ª Vara de Família de São Luís, Joseane
Corrêa Bezzera, que falou sobre o papel do Poder Judiciário
no fortalecimento do direito à convivência familiar e comunitária.
Medidas
- Outro assunto importante que será discutido no seminário
é sobre o protagonismo das famílias de adolescentes em
cumprimento de medidas socioeducativas, como a internação.
“O que nós pretendemos alertar para as autoridades é
a importância de políticas públicas para trabalhar
a ressocialização desses adolescentes. É interessante
que esses municípios trabalhem alternativas que evitem ao máximo
a internação de jovens. Reclusão sempre tem que
ser o último caso”, alertou Karyna Sposato. (O
Estado do Maranhão, p.9, 15/8)
Campanha
de adoção vai ser lançada hoje em São Luís
O presidente
da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), juiz
Mozart Valadares, em parceria com a Associação dos Magistrados
do Maranhão (Amma) e a Corregedoria Geral de Justiça,
lança hoie, em São Luís, a campanha Mude um Destino,
de estímulo à adoção legal. O evento, que
integrará as atividades do XLIX Encontro Nacional de Colégio
de Corregedores Gerais de Justiça (Encoge), acontecerá
às 9h, no Centro de Convenções "Governador
Pedro Neiva de Santana". A campanha Mude um Destino foi lançada
pela primeira vez ano passado, com o objetivo de divulgar a situação
das cerca de 80 mil crianças e adolescentes que vivem em abrigos
brasileiros e incentivar o convívio com os pais biológicos.
Nesta segunda edição, o foco principal é a conscientização
da sociedade sobre a importância da adoção e a necessidade
imperativa da atuação do Judiciário no processo.
Pesquisa
- Para fundamentar a campanha, a AMB encomendou uma pesquisa com a população
brasileira cujo resultado revelou que 2/3 dos entrevistados não
conhecem o processo de adoção e que buscariam informações
em instituições cujo papel não é o de viabilizar
a colocação da criança e adolescente em família
substituta. A sondagem foi feita com 1.562 pessoas em todos os estados
brasileiros. Destas, apenas 35% responderam que, para adotar uma criança,
procurariam as Varas de Infância e Juventude. A disparidade entre
a criança desejada e a criança existente - discussão
relacionada ao sexo, idade e cor, que geralmente é cobrada pelos
pretendentes e dificulta a concretização da adoção
- também é enfocada nesta fase da campanha, que visa,
ainda, demonstrar a necessidade de preparação para adotar
e como as Varas da Infância e da Juventude estão preparadas
para ajudar as pessoas neste momento. (O Estado do Maranhão,
p.10, 15/8)
Estudantes isentos de taxa
A partir de agora, os estudantes
da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Estadual
do Maranhão (Uema) e do Centro Federal de Educação
Tecnológica (Cefet) da capital estão desobrigados a pagar
a taxa de matrícula para cursarem o ano letivo, por força
da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tomada no último
dia 13, que determinou a proibição da cobrança
da taxa nas universidades públicas de todo o país. A decisão,
que considerou inconstitucional a cobrança da taxa em instituições
públicas de ensino superior, foi tomada após o julgamento
de recursos de ações judiciais relacionadas à cobrança.
Embora o pagamento pela prestação de serviços ligados
à educação seja proibido, alguns alunos de universidades
públicas na cidade confirmam ser comum a cobrança de taxas
de matrícula em determinados casos. O estudante Kristhian Gomes
afirma já ter desembolsado dinheiro do bolso para poder se matricular.
“Há uns meses, perdi o período regular de inscrição,
e fui encaminhado à PROEN (Pró-reitoria de Ensino) para
poder me matricular no período extraordinário, e tive
que pagar aproximadamente R$ 15”, informou o estudante. A assessoria
de comunicação da Universidade Federal do Maranhão
declarou que a universidade não cobra taxa de matrícula
de seus alunos. No Centro Federal de Educação Tecnológica
a informação oficial fornecida através do Departamento
de Graduação, também é de que não
é cobrada taxa de inscrição. Já a pró-reitoria
de ensino da Universidade Estadual do Maranhão não forneceu
informações até o final da tarde de ontem. (O
Imparcial-MA, p.2, 15/8 - Anna Rodrigues)