Alunos maranhenses pensam na melhoria da produção
agrícola
O estudante da Escola Agrotécnica Federal
do Maranhão, Amós da Silva Feitosa, é outro jovem
dedicado a melhorar a produção agrícola da região
leste do Maranhão. O trabalho dele visa encontrar o espaço
perfeito entre fileiras no plantio de abacaxi. “A gente percebe
que nossos produtores rurais não produzem muito abacaxi, até
querem fazer isso, mas não sabem. Eles não têm idéia
de qual o espaçamento ideal para se plantar na região.
Desta forma, a gente quer descobrir um espaçamento que fique
adequado ao clima da Região dos Cocais”, explicou Amós
Feitosa. A escola, que está em 4º lugar no Brasil em número
de professores mestres e doutores, está empolgada com o programa
de Iniciação Científica Júnior. “Há
trabalhos desenvolvidos nas regiões Sul e Sudeste, por que não
aqui em nossa região? Por que não no Maranhão?
E por que não aqui na Escola Agrotécnica de Codó-MA,
já que dispomos de todo o apoio para que estas pesquisas possam
ser realizadas?, interroga a professora doutora Daniela Inácio
Barros. Ela diz ainda que a pesquisa serve para o amadurecimento do
próprio aluno que vai para uma universidade. Com o programa,
o estudante chega maduro na universidade.
Investimento - Para
coroar os investimentos nesta área, foi lançada também
a primeira revista científica produzida por uma Escola Agrotécnica
Federal no Brasil. Chama-se Acta Tecnológica, que em sua primeira
edição trouxe vários artigos, só que de
professores mestres e doutores de outras regiões do país,
mas a idéia é que ela tenha conteúdo mais abrangente,
sobre pesquisas produzidas pela escola agrotécnica local. “A
revista abrange tanto a área de agricultura, agroindústria,
quanto educação e zootecnia. Tem alguns artigos com consórcios
avaliando espaçamento, consórcio de milho mais fava voltado
para a condição aqui do nordeste, onde as condições
climáticas são bastante restritas”, explicou Hélber
Nunes. É intenção da Coordenação
de Pesquisa e Extensão publicar trabalhos dos alunos bolsistas
com pesquisas desenvolvidas em Codó. (O
Estado do Maranhão, p.04, 15/03)
Procon faz palestra para estudantes de São Luís
O Dia Internacional do Consumidor motivou um encontro,
na última sexta-feira (14), entre alunos da Escola Upaon-Açu,
em São Luís, e profissionais da Superintendência
de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). “É
importante esclarecer os alunos sobre direitos e deveres dos consumidores
para que eles atuem como multiplicadores destas informações”,
disse a advogada do Procon, Thalita Aragão Pereira, que tratou
do tema “Responsabilidade por vício do produto e do serviço”.
A parceria entre a escola e o órgão estadual levou ainda
para ministrar palestra o promotor de Defesa do Consumidor, Carlos Augusto
Oliveira, que abordou o “Código de Defesa do Consumidor
e o exercício de cidadania” para alunos de 7ª e 8ª
séries. Os estudantes também receberam esclarecimentos
sobre cartão de crédito, comércio eletrônico
e as novas regras de telefonia fixa e móvel. A coordenadora pedagógica
do Upaon-Açu, Renata Ithamar, disse que a parceria com o Procon
já existe há um ano. “Estamos sempre procurando,
de acordo com a faixa etária de cada série, esclarecer
os estudantes sobre direitos e deveres do consumidor”, afirmou.
Os alunos receberam kits com o Código de Defesa do Consumidor
e folderes com dicas práticas para que exerçam seus direitos
de cidadão. (O
Estado do Maranhão, p.07; O
Imparcial-MA, p.05 - 15/03)
Merenda escolar é recolhida por causa de infestação
de insetos em Caxias-MA
A Vigilância Sanitária (VS) de Caxias-MA
recolheu, na última semana, parte da merenda escolar da rede
municipal, que estaria infestada de insetos conhecidos como tapurus,
armazenado na Escola Municipal Edison Lobão. A ação
é considerada pela Secretaria Municipal de Educação
como uma atividade normal, já que compete exclusivamente à
Vigilância Sanitária realizar esse tipo de recolhimento,
mas, para as autoridades que acompanharam a vistoria, a infestação
dos insetos na merenda foi tratada como descaso e desrespeito com o
bem-estar dos estudantes de escola pública. Representantes do
Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
e do Sindicato dos Trabalhadores Municipais conferiram in loco, na Escola
Municipal Edison Lobão, de onde partiu a denúncia, que
os tapurus estavam presentes no lanche depois de pronto. Uma sopa de
carne havia sido preparada para os alunos. Um dos estudantes percebeu
e denunciou o fato a uma professora da escola, que acionou as autoridades
competentes para averiguar o que estava ocorrendo. Na embalagem, aparentemente,
o lanche estava dentro do prazo de validade, que é de 240 dias,
depois de sua data de fabricação, datada de dezembro de
2007, conforme o especificado no rótulo. “O diretor da
escola já havia notificado a presença do inseto na massa
de milho. Vejam bem, na massa de milho. A Vigilância estava lá
para fazer um trabalho de rotina porque, quando acontece isso, só
eles podem recolher o alimento estragado. Nós não podemos
tirar esses alimentos da escola ou do depósito. Já havíamos
comunicado à Vigilância. Temos o ofício que comprova
isso. Não sabemos o que ocorreu, já que este inseto apareceu
também na sopa de carne. Estamos abrindo um inquérito
administrativo para apurar o que ocorreu de fato na escola”, destacou
a secretária. (O
Estado do Maranhão, p.03, 16/03)
Expansão do ensino técnico exigirá
contratação de 20 mil professores
A expansão da educação profissional,
com 214 novas escolas técnicas no país, e a implantação
dos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia
em todos os estados determinam a criação de 21.730 cargos.
Destes, 12.300 serão para professores e 9.430 para técnicos
administrativos. O valor a ser investido em pessoal será de R$
717 milhões anuais, quando todos estiverem ocupados. A distribuição
dos cargos será gradual e acompanhará o processo de implantação
dos cursos e da estrutura administrativa de cada uma das novas unidades.
Atualmente a rede federal de educação profissional conta
com cerca de 15 mil docentes e 35 mil técnicos administrativos
distribuídos por 180 instituições. Outras 24 escolas,
da primeira fase do plano de expansão, estão em obras
e serão entregues nos próximos meses. As 150 escolas da
segunda fase do plano de expansão estão em processo de
implantação (doação e escolha de terrenos,
audiências públicas para definição dos cursos,
aprovação de projetos arquitetônicos e abertura
dos processos de licitação para início das obras),
com investimentos de R$ 750 milhões. Quando em pleno funcionamento,
cada uma dessas escolas contará em média com 60 professores
e 50 técnicos. A meta é chegar em 2010 com 354 escolas
técnicas federais e 500 mil vagas. (Jornal
Pequeno-MA, p.14, 16/03)
Professores reclamam de baixos salários em Timon-MA
Os professores da rede municipal de ensino de
Timon-MA fizeram, na última sexta-feira, 14, pela manhã
um grande protesto diante da Prefeitura e acusaram a prefeita Socorro
Waquim de ter recebido, de junho a janeiro deste ano, acima de R$ 15
milhões para a área de educação, mas vir
pagando para a categoria baixos salários. Faixas espalhadas em
frente ao prédio da Prefeitura denunciavam o que a categoria
classificou “de descaso com o setor educacional da cidade”,
mas nem assim os manifestantes foram recebidos pela prefeita. A manifestação
foi puxada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação
da Rede Pública Municipal de Timon (Sinterpum). Uma das reivindicações
da categoria é que o município implante o Plano de Cargos,
Carreiras e Salários dos professores de Timon, uma reivindicação
antiga. A categoria reclama ainda de que a prefeita não concede
aumento salarial para o magistério e que “persegue servidores
municipais”. Os manifestantes reivindicam não apenas salários
dignos, mas também melhores condições de trabalho.
Apesar da insistência dos manifestantes, eles não foram
recebidos pela prefeita nem por nenhum representante do município.
A categoria saiu do local ainda mais irritada em relação
aos dirigentes municipais. (Jornal
Pequeno-MA, p.14, 15/03)