Exposição fotográfica retrata crianças
e adolescentes do semi-árido maranhense
A exposição fotográfica Filhos
da terra - crianças e adolescentes do semi-árido maranhense
será inaugurada pela Agência de Notícia da Infância
Matraca, hoje, às 16h, na Galeria do Cofo, da Casa de Nhozinho
(rua Portugal, Praia Grande). O objetivo é retratar a realidade
sociocultural de crianças e adolescentes do semi-árido
do Maranhão. Na coleção exposta, imagens de crianças
clicadas por Aline Cristina e Luciano Nascimento em 13 municípios
da região, entre os quais Coelho Neto, Nina Rodrigues, Codó,
Santo Amaro, Barreirinhas e Caxias. A mostra faz parte do projeto “Um
olhar sobre as crianças e adolescentes do semi-árido maranhense”
e tem patrocínio do Banco do Nordeste do Brasil, por meio do
Programa BNB de Cultura e apoio da Superintendência de Cultura
Popular. As fotografias foram produzidas entre os meses de outubro do
ano passado e janeiro deste ano, em municípios representativos
da variedade cultural da região e que se unificam por partilharem
a mesma situação socioeconômica. A idéia
é apresentar um registro das crianças, que herdarão
rica memória cultural expressa em artesanatos e brinquedos feitos
de madeira e talo de buriti, como o pião, e em manifestações
culturais.
Pacto - O interesse
pelo semi-árido maranhense, e especificamente pelos municípios
selecionados, justifica-se pela adesão do Maranhão ao
Pacto Um mundo para a criança e o adolescente do semi-árido,
programa em que governos e sociedade civil se propõem a colocar
a infância e adolescência como prioridade. O objetivo é
garantir os direitos de crianças e adolescentes que vivem nesses
municípios. Assim, a exposição fotográfica
Filhos da Terra – crianças e adolescentes do semi-árido
maranhense também busca chamar a atenção para os
compromissos assumidos. Ainda dentro da programação, amanhã,
Aline Cristina e Luciano Nascimento ministrarão uma oficina temática
relacionada aos resultados do Pacto, priorizando a discussão
em duas vertentes: uma referente ao lugar social que a cultura ocupa
na construção de identidades e outra com as possibilidades
de sua utilização na promoção do desenvolvimento
humano nas comunidades pertencentes aos municípios visitados.
(O Estado
do Maranhão; O
Imparcial-MA, p.12 - 25/03)
Ano letivo não começou em escola de São
Luís
Alunos do Centro de Ensino Modelo Benedito Leite,
da rede estadual de ensino, foram impedidos, ontem (24), de entrar no
prédio alugado pela Secretaria de Educação, situado
na rua de Santa Rita, no Centro de São Luís, por conta
da falta de estrutura do local. Os estudantes passariam, ontem, a assistir
aulas no imóvel, já que a escola está em reforma.
Segundo a diretoria do colégio, o prédio teria sido interditado
pelo Corpo de Bombeiros, devido à falta de uma saída de
emergência. A Secretaria de Estado da Educação (Seduc)
informou que as aulas na instituição serão iniciadas
somente dia 14 de abril. Um grande número de alunos da Escola
Modelo estava no novo prédio às 7h15, quando normalmente
os portões seriam abertos, mas foram informados que não
haveria aula, o que provocou revolta em estudantes e pais, que fizeram
protestos. Insatisfeito, o estudante Reynald Mendes Araújo, da
8° série do ensino fundamental, reclamou do não retorno
das aulas. “Estamos perdendo as aulas e o ano letivo deste ano.
Pra quem vai prestar vestibular, a situação é pior
ainda, já que não há condições para
disputar vagas, por falta de preparo. Estamos sendo muito prejudicados
com esse impasse na escolha do local. Teremos que ficar ligando para
saber onde e quando vai ser o começo das aulas e isso é
desgastante”, lamentou ele. De acordo com a diretora adjunta da
Escola Modelo, Edlene Batalha, não houve tempo hábil para
divulgar aos estudantes sobre o adiamento do início das aulas
devido à falta de estrutura do prédio. (O
Estado do Maranhão, 25/03)
Crianças de São Luís ficam sem
aula devido à falta de carteiras
Alunos do anexo da escola Unidade de Educação
Básica (U. E. B) Gardênia Ribeiro Gonçalves, localizado
no Lira, bairro de São Luís, estão sem aula por
falta de carteiras. O ano letivo 2008 nem foi iniciado na instituição
e a situação já causa revolta em pais e compromete
alunos, que foram matriculados desde o ano passado e até hoje
não tiveram aula nos jardins 1 e 2, que foram instalados no prédio
da escola estadual Sousândrade. As professoras que trabalham na
escola também estão insatisfeitas com a falta de aula.
Elas afirmaram que estão todos os dias na escola para trabalhar,
mas ficam impedidas pela falta de carteiras. A diretoria da escola foi
procurada pelo jornal O Estado do Maranhão, mas preferiu não
se pronunciar sobre o assunto. A Secretaria Municipal de Educação
(Semed) informou que o anexo foi instalado no prédio de uma escola
estadual e que, por conta desta adaptação, os equipamentos
mobiliários ainda estão em processo licitatório,
mas que, no prazo máximo de um mês, as atividades serão
normalizadas. (O
Estado do Maranhão, 25/03)
Escola é inaugurada em assentamento maranhense
Os moradores do assentamento Vila Palmares,
a 30 km da sede do município de Governador Edison Lobão-MA,
foram beneficiados com a Escola Municipal Zumbi dos Palmares. A unidade
educacional funcionava na antiga “casa dos vaqueiros” em
precárias condições e até sem carteiras.
“Esse é um momento muito importante. Tinha prometido esta
escola e hoje estamos entregando à comunidade”, disse o
prefeito Washington Plácido. A nova escola, construída
no padrão estabelecido pelo Ministério da Educação
e Cultura MEC, dispõe de quatro salas de aula, cantina, sala
dos professores, biblioteca, banheiros e secretaria dotada de computador
e máquina de xérox. “Agora, as crianças e
adolescentes da Vila Palmares serão tratadas com respeito, dignidade
e privacidade”, frisou o prefeito. A Prefeitura viabilizou a recuperação
dos 15 quilômetros da estrada vicinal que interliga a MA-280 ao
assentamento Vila Palmares, facilitando o escoamento da produção
agrícola em Governador Edison Lobão-MA. A secretária
Municipal de Educação, Albertina de Alencar, disse que
a inauguração da Escola Municipal Zumbi dos Palmares representa
a realização de um sonho da comunidade, principalmente
dos estudantes do ensino fundamental. (O
Estado do Maranhão, 25/03)