Formação profissional para um desenvolvimento saudável da primeira infância

O desenvolvimento das crianças garantido de forma sadia é um dos seus direitos mais importantes. O próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em seu artigo 7, enfatiza essa questão: “A criança e o adolescente têm direito à proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência”. Diante disso, podemos questionar: já paramos para pensar se nossos filhos vivem em ambientes que propiciem sua formação saudável? As pessoas que estão envolvidas nesse processo de desenvolvimento estão de fato proporcionando resultados positivos?

O Marco Legal da Primeira Infância, que é uma lei que cria uma série de serviços, programas e iniciativas destinados à promoção do desenvolvimento integral das crianças na primeira infância, coloca as crianças como prioridade na formação dos profissionais, na formulação de políticas públicas e no desenvolvimento de programas.

No Plano Nacional da Primeira Infância, no ponto em que é abordada a formação dos profissionais, é chamada a atenção para dois grupos de profissionais: o que atuam nas áreas de educação, saúde, assistência social; e aqueles que de modo direto ou indireto têm pontos de conexão com as três primeiras. A necessidade de se discutir sobre a importância de um desenvolvimento saudável na primeira infância é justamente pela relevância e diferença que isso fará na vida adulta, daí a importância de pessoas capacitadas, principalmente os que atuam diretamente com as crianças, para possibilitar a elas ampliação e aprofundamento dos conhecimentos, e aprimoramento das suas qualidades e habilidades.

Geralmente, quando falamos de crianças, a visão que muitos ainda têm é que são pessoas indefesas, com pouco conhecimento, porém, cada vez mais, é necessário que essa visão comece a ser mudada em todos os espaços sociais, principalmente nos âmbitos de graduação de onde sairão os futuros profissionais, de modo a contribuírem para que as crianças sejam tratadas como sujeitos de direitos e não alguém sem opinião ou “adulto em miniatura”.

O próprio Plano Nacional da Primeira Infância destaca algumas coisas que são fundamentais para uma boa formação profissional:

  1. a) aprimorar a formação dos profissionais que atuam diretamente com a criança;
  2. b) apoiar a produção de conhecimento sobre o desenvolvimento infantil em diversas áreas de formação profissional;
  3. c) articular os profissionais da saúde e da educação que já trabalham com o tema;
  4. d) divulgar esse conhecimento produzido para os demais profissionais, mesmo aos que não trabalham diretamente com as crianças pequenas.

Comunicação – Algumas agências de notícias trabalham com a mídia e comunicação voltados para efetivação de políticas públicas, de forma a garantir que os direitos de criança e adolescentes sejam efetivados. A Andi- Agência de Notícias dos Direitos da Infância desenvolve alguns projetos que abrangem essa conscientização, além da Agência de Notícias da Infância Matraca, que realiza rodas de diálogos, seminários, cursos, workshops, etc. Para o jornalista e consultor da Andi, Adriano Guerra “são necessárias discussões que exijam a mobilização dos diversos atores da sociedade, famílias, escolas, universidades, as próprias crianças e adolescentes, justamente para que se pense em mecanismos de proteção e promoção dos direitos de crianças e adolescentes.”

Texto: Yara Mendes

Revisão: João Carlos Raposo

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