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18 de novembro - Dia do Conselheiro Tutelar No dia 18 de novembro é comemorado o Dia Nacional do Conselheiro Tutelar. Em São Luís, na segunda-feira (19), a Câmara de Vereadores promoverá, a partir das 09h, uma audiência pública para homenagear conselheiros e ex-conselheiros tutelares. A dat foi assim definida em virtude do processo de organização dos conselheiros, durante o encerramento do seminário nacional de conselheiros tutelares de todo o país ocorrido em 2000, tendo sido deliberado pelos presentes que este dia seria dedicado a estes profissionais por considerar aquele momento o marco da organização dessa atividade profissional. O Conselho Tutelar é um órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definidos em lei. O conselho tem a responsabilidade de atender crianças e adolescentes em situação de risco, aplicando medidas de proteção, podendo requisitar serviços públicos na área da Saúde, Educação, Serviço Social, Previdência, Trabalho e Segurança, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao lado dessa função, cabe ainda ao conselheiro tutelar registrar todas as informações referentes aos casos atendidos e alimentar o SIPIA (Sistema de Informação para a Infância e Adolescência) um banco de dados sobre os casos de desrespeito e omissão dos direitos de crianças e adolescentes de todo o Brasil. O Sipia funciona como uma rede de informações geradas através dos Conselhos Tutelares, que deverão registrar todos os casos em que crianças e adolescentes tenham seus direitos violados. Essas informações serão utilizadas para subsidiar a formulação das políticas de atendimento à população infanto-juvenil do País. Poderá ser utilizado, também, para a criação de projetos, leis municipais, programas de atendimento, pesquisas e estudos sobre a realidade. Após 17 anos de vigência do ECA, a existência dos Conselhos Tutelares tem se mostrada rica em experiências quase sempre positivas de diversos conselhos. A discussão e o fortalecimento dessa instância é fundamental para uma mudança social de fato, já que os conselheiros tutelares lidam com o cotidiano e a contradição entre o direito de crianças e adolescentes e as reais condições sócio-políticas-culturais-econômicas do País, traduzidas cotidianamente em casos de agressão física, omissão do poder público, abuso ou exploração sexual, abandono, trabalho infantil, evasão escolar, dentre outros, registrados nos diversos municípios brasileiros.
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