São Luís/MA, 18 a
24/09/2006> Edição nº102
SUGESTÃO DE PAUTA DA SEMANA
Melhoria
dos serviços de saúde ajuda a combater a mortalidade infantil
Políticos e especialistas
na área de saúde estão reunidos desde o dia 18/09
na sede do UNICEF, em Nova York, para debater como prevenir a morte
de milhões de crianças menores de cinco anos em todo o
mundo. O seminário sobre sobrevivência infantil, organizado
pelo governo da Noruega, a revista científica The Lancet e o
UNICEF, vai pedir melhores serviços de saúde para a prevenção
da mortalidade infantil, mais acesso a medicamentos e a medidas de saúde
básica para prevenir a morte de crianças menores de cinco
anos e mais investimentos de governos nacionais e países doadores
para ações de promoção da sobrevivência
infantil.
Os participantes do seminário
vão destacar o fato de que poucos dos países com as mais
altas taxas de mortalidade infantil estão avançando de
maneira importante para a redução em dois terços
da taxa de mortalidade de crianças menores de cinco anos até
2015. A redução é parte do Objetivo de Desenvolvimento
do Milênio número 4, que trata do combate à redução
da mortalidade infantil.
O Brasil é citado no relatório
como um dos sete países que devem alcançar a meta de reduzir
em dois terços as taxas de mortalidade de crianças menores
de cinco anos nos próximos nove anos.
Cerca de 29 mil crianças menores de cinco anos morrem todos os
dias e a maioria dessas mortes poderia ser prevenida com medidas relativamente
simples. A pneumonia sozinha mata mais crianças com menos de
cinco anos do que qualquer outra doença, como a aids, a malária
e o sarampo juntos. Segundo relatório do UNICEF e da Organização
Mundial da Saúde, lançado hoje em Nova Iorque, são
dois milhões de crianças vítimas fatais da pneumonia
a cada ano.
“As crianças são
nosso melhor investimento”, diz o primeiro-ministro da Noruega,
Jens Stoltenberg. “O que fazemos pelas nossas crianças
e pelas crianças de todo o mundo será nosso melhor legado
como líderes políticos. Por isso, é preciso dar
passos firmes e corajosos para protegê-las”, conclui o primeiro-ministro.
O UNICEF e parceiros rastrearam indicadores sobre mortalidade crianças
(infantil e neonatal) e mortalidade materna de 60 países. Nesses
60 países, acontecem 60% das mortes de crianças menores
de cinco anos em todo o mundo. A maioria deles fez poucos ou quase nenhum
avanço para a redução em dois terços dos
índices de mortalidade infantil. Além disso, os 20 países
com maiores índices também são duramente afetados
pela epidemia do HIV/aids e por guerras civis e têm altas taxas
de pobreza. O estudo está publicado na edição especial
da revista científica The Lancet, somente disponível em
inglês.
O estudo, porém, encontrou histórias
de sucesso em sete países, que devem alcançar a meta da
redução da mortalidade em 2015: Bangladesh; Brasil; Egito;
Indonésia; México; Nepal e Filipinas.
“Esses avanços importantes feitos por alguns países
mostram que estratégias de sucesso podem funcionar em grandes
escalas”, diz a diretora-executiva do UNICEF, Ann M. Veneman.
“Essas estratégias incluem ações integradas
e com base nas comunidades, que incluam cuidados com a saúde
da mãe, das crianças, programas de nutrição,
prevenção do HIV/aids, acesso à água e saneamento”,
conclui a diretora-executiva do UNICEF.
Mais informações: Flavia
Ribas, (61) 3035-1951