São Luís/MA, 20 a
26/11/2006> Edição nº110
SUGESTÃO DE PAUTA DA SEMANA
Escola
que Protege - Formação de Educadores e Educadoras: Subsídios
para Atuar no Enfrentamento á Violência contra Crianças
e Adolescentes
A violência contra crianças e adolescentes se apresenta,
na sociedade contemporânea, como uma das piores formas de desrespeito
a seres humanos em condição peculiar de crescimento e
desenvolvimento.
A violência urbana, institucional e familiar, em suas diversas
formas de manifestação (física, sexual, psicológica),
quando praticada contra crianças e adolescentes, atinge os mais
altos níveis de complexidade e, como vem sendo demonstrado por
pesquisadores, deve ser analisada em um contexto histórico-social
de violência endêmica e de profundas raízes culturais.
Nessa perspectiva, a escola pode ser entendida como um lugar para detectar,
diagnosticar, encaminhar e, principalmente, prevenir a violência
contra crianças e adolescentes no Brasil.
Mas qual deve ser o papel da escola e dos educadores face a esse tema?
O que fazer quando a escola recebe um aluno que sofreu algum tipo de
violência? Como identificar os sinais?
Para responder essas indagações e buscar soluções
para esse tipo de problema será realizado em São Luís,
no período de 23 a 25 de novembro o curso de formação
continuada de educadores “Escola que Protege” para atuar
na defesa dos direitos de crianças e adolescentes em situações
de violência física, psicológica, negligência,
abandono, abuso sexual, exploração do trabalho infantil,
exploração sexual comercial e tráfico para esses
fins, em uma perspectiva preventiva.
O Escola que Protege tem por objetivo quebrar o ciclo da violência.
Para isso, baseia-se no tripé atendimento às crianças
e adolescentes em situação de violência; Escola
de Pais, que irá atender os pais e responsáveis, oferecendo
apoio psico-sócio-pedagógico a eles, buscando romper o
ciclo da violência em seu cotidiano; e a capacitação
de educadores, despertando sua atenção, percepção
e responsabilidade no encaminhamento dos casos de vítimas de
violência.
O curso, promovido pela Universidade Federal do Maranhão/UFMA-PROEX,
Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização
e Diversidade (SECAD) do Ministério da Educação
(MEC) será realizado na modalidade presencial e têm como
público-alvo educadores das escolas da rede pública de
ensino - SEDUC e SEMED, Conselheiros Tutelares de Educação
e dos Direitos da Criança e do Adolescente, e integrantes do
Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento
à Violência Sexual Infanto-juvenil no Território
Brasileiro (PAIR).
Reconhecer o papel fundamental da escola na construção
da cidadania de crianças e adolescentes, promovendo ações
educativas e preventivas que revertam o atual quadro de violência
a que estão sendo submetidas seja no ambiente familiar ou comunitário,
é construir uma resposta para erradicar o fenômeno da violência
contra crianças e adolescentes.
Essa questão foi incluída de maneira definitiva na agenda
da sociedade civil brasileira como uma questão relacionada com
a luta nacional e internacional pelos direitos da criança e do
adolescente, preconizados na Convenção Internacional dos
Direitos da Criança, na Constituição Federal Brasileira,
no Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei 8069/90 e na Lei
de Diretrizes e Bases da Educação de 1996.
Estrutura do Curso
1.Modalidade a distância (60h)
Para realizar o curso cada estudante contará com:
- Um livro-texto e uma videoaula em VHS
- Ambiente Virtual de Aprendizagem
- Quatro sessões de teleconferência
- Sistema de Acompanhamento ao Estudante a Distância (SAED), com
tutores e monitores.
2. Modalidade Presencial (32h)
Plenária: a metodologia inclui painéis, mesa redonda e
seminário.
Abordagem de conteúdos gerais em torno da função
social da escola; situações de exploração
do trabalho infantil, e de violência física, psicológica,
negligência e abandono, abuso sexual e contra crianças
e adolescentes e a promoção da defesa de seus direitos.
Oficina: a metodologia empregada utilizará conteúdos da
Arte (mais especificamente do Teatro e das Artes Visuais) privilegiando
os estudos dos casos concretos de forma que os participantes articulem
teoria e prática, mobilizando os conhecimentos adquiridos na
formação a distância e construindo, para cada caso,
práticas mais adequadas de identificação, abordagem,
intervenção e encaminhamento;
As duas etapas serão precedidas por eventos de abertura e encerramento
com todos os participantes para socialização do trabalho
das oficinas com o objetivo de discussão e construção
da Rede de Proteção Integral.
Mais informações:
Ana Socorro Braga – Coordenadora Pedagógica (UFMA)
Fone: (98) 9114 8916
E-mail: anasocorro@uol.com.br
AGENDA
23 e 24/11
Revisão e atualização do Plano de aplicação
e execução de medidas sócio-educativas no Estado
do Maranhão
Atualização do Plano estadual, em conformidade com as
diretrizes do SINASE e do ECA para nortear a execução
das medidas sócio-educativas no estado do Maranhão pelos
diferentes atores do Sistema de Garantia de Direitos. Os objetivos são:
Avaliar as ações desenvolvidas pelas instituições
de execução de medidas sócio-educativas no Maranhão
(FUNAC, FUMCAS e Pastoral do Menor); Analisar a situação
atual de aplicação e execução de medidas
sócio-educativas no Maranhão; Planejar as ações
para o período 2006-2007.
Local: Sindicato dos Bancários, Rua do Sol, Centro
PROGRAMAÇÃO
Dia 23/11
Manhã -
Abertura - Exposição dos objetivos da atividade pela Presidente
do CEDCA/MA
Exposição da programação - Apresentação
da programação pelo (a) moderador (a)
Apresentação dos participantes e levantamento de expectativas
Contrato com o grupo .
Dinâmica de integração
Manhã/Tarde
Avaliação da aplicação das medidas sócio-educativas
no MA
- Identificação, pela plenária, dos seguintes pontos:
• Principais Debilidades na aplicação das MSE
• Debilidades superadas;
• Debilidades que persistem
• Iniciativas mais relevantes e sua repercussão
SINASE e MSE no MA: pontos comuns e pontos que necessitamos construir
Como superar as debilidades presentes na execução de medidas
sócio-educativas no Maranhão
1. Controle Público dos Projetos
2. Controle Social dos Projetos
3. Necessidades Básicas
4. Ambiente Físico e Infra- Estrutura da Unidade (incluindo Pessoas
com deficiência)
5. Direitos Fundamentais do Adolescente
6. Atendimento Sócio-Educativo desenvolvido pelo programa
7. Gestão e Recursos Humanos Apresentação, pela
moderadora, dos principais tópicos do SINASE
24/11
Manhã/ Tarde
Como superar as debilidades presentes na execução de medidas
sócio-educativas no Maranhão
• Definição de atividades/produtos/resultados/prazo
• Desdobramentos (calendário para elaboração
da proposta final e aprovação)
Avaliação e encerramento
Mais Informações:
Lissandra Leite – Presidente do Conselho Estadual dos Direitos
da Criança e do Adolescente
Fone: 8125 2425
E-mail: lis@matraca.org.br
27/11
Mesa redonda: Convenção Internacional sobre os Direitos
da Criança – Normativa Constitucional?
Palestrante: Renato Rosendo – Advogado e Assessor da Associação
Nacional dos Centros de Defesa (ANCED)
Debatesdores: Marcio Thadeu – Promotor de Justiça
Marlon Reis – Juiz de Direito
Horário: 08h
L ocal: Auditório das Promotorias da capital, Av Carlos Cunha,
SN – Jaracati
Promoção: Agência de Notícias da Infância
Matraca, Associação Brasileira de Magistrados e Promotores
de Justiça da Infância e Juventude – ABMP-MA, Centro
de Defesa Pe Marcos Passerine, Fondation Terre des Hommes, Fórum
DCA, Procuradoria Geral de Justiça
27/11
Fórum de Discussão: "O Amor fala todas as Línguas"
- Assistentes Sociais na Luta Contra o Preconceito - Campanha pela Livre
Orientação e Expressão Sexual
Horário: 14h
Local: Auditório do Palácio Henrique de La Rocque, Av.
Jerônimo de Albuquerque, s/n, Calhau
Promoção: Conselho Federal de Serviço Social (CFESS),
Conselho Estadual de Serviço Social (CRESS), Instituto em Defesa
da Diversidade Afetivo-Sexual (DIVAS)