São Luís/MA, 27/08
a 01/09/2007> Edição nº142
SUGESTÃO DE PAUTA DA SEMANA
Insegurança Alimentar contribui para a mortalidade
infantil no semi-árido maranhense
O Índice de mortalidade infantil é considerado um dos
indicadores de saúde pública mais sensíveis. Conhecer
o perfil da mortalidade infantil é fundamental para a formulação
de políticas públicas que permitam o seu controle e deve
ser feito desde uma assistência adequada à mulher durante
a gravidez, o parto e nos primeiros anos de vida da criança.
A queda da mortalidade infantil no Brasil está associada a uma
série de melhorias nas condições de vida e na atenção
à saúde da criança, em relação a
questões como segurança alimentar e nutricional, saneamento
básico e vacinação. Outro aspecto que tem de ser
considerado nos esforços para reduzir a mortalidade infantil
no país é o fato de hoje a maior parte dos óbitos
se concentrarem no primeiro mês de vida, o que evidencia a importância
dos fatores ligados à gestação, ao parto e ao pós-parto.
No Maranhão, apesar do índice de mortalidade infantil
ter melhorado nos últimos anos, ainda falta muito para que o
estado alcance o índice médio do País (22,58%).
Atualmente, o índice é de 35,18 %, segundo números
do Ministério da Saúde. Vários fatores contribuem
para o alto índice de mortalidade infantil no estado, especialmente
na região semi-árida, entre eles o baixo índice
de desenvolvimento humano. De acordo com dados do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (2006) dos 50 municípios maranhenses
como o pior IDH, 14 deles, cerca de 25%, se encontram no Semi-árido
maranhense.
Ao aferir dados como educação, longevidade e renda, o
IDH, também reflete as condições de vida da população
e seu acesso a serviços básicos. Dessa forma, a questão
da mortalidade infantil não pode ser pensada como um problema
isolado, deve ser refletida a partir da estruturação desigual
da sociedade, do acesso aos direitos e aos bens essenciais a vivência
digna. Uma dessas questões está relacionada ao acesso
do recém-nascido à saúde, cobertura vacinal, aleitamento
materno, saneamento básico. Outra questão importante é
desnutrição infantil e insegurança alimentar. O
conceito de segurança alimentar está relacionado ao direito
de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em
quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades
essenciais, tendo como base, práticas alimentares promotoras
de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social,
econômica e ambientalmente sustentáveis.
A desnutrição infantil é umas da principais causas
de mortalidade entre crianças de até 05 anos de idade.
Trata-se de um problema que tem dimensões sociais e econômicas,
um bom exemplo é a falta de acesso a água tratada. No
semi-árido maranhense, o que se verifica é que boa parte
da população não dispõe do recursos para
se alimentar dignamente, existindo a necessidade premente de políticas
que possam auxiliar a população ao seu acesso.
Ações pela Redução
da Mortalidade Infantil no Maranhão
Em fevereiro deste ano, foi lançado o Pacto pela Redução
da Mortalidade Infantil no Maranhão e o governo do estado, através
do secretário estadual de saúde, Edmundo Costa Gomes,
se comprometeu em melhorar esse indicador por meio da implantação
de comitês em todo o estado.
Apoio a programas de acesso à água potável para
populações de baixa renda, principal causador das doenças
infecciosas infantis; promoção de campanhas de conscientização
no combate a Aids, visando a prevenção de crianças
portadoras do vírus; suporte a programas de acesso, das crianças
portadoras do HIV e outras doenças infecciosas, a medicamentos
específicos; programas educacionais, em comunidades carentes,
de esclarecimento sobre higiene pessoal e sanitária, aleitamento
materno e nutrição infantil.
Todas essas frentes necessitam de intervenção do governo
e da sociedade. Caso contrário, a situação das
crianças permanecerá a mesma. A mortalidade infantil pode
ser reduzida a partir de medidas simples e relativamente baratas. A
ampliação do Programa de Saúde da Família,
por exemplo, que envolve suplementação nutricional, vacinação
de mães e filhos, entre outras ações, pode ser
um caminho.
Sugestões de abordagens:
Quais as ações o governo do Estado colocou em prática
para reduzir a mortalidade infantil;
Verificar a implantação do Pacto pela redução
da mortalidade infantil;
Os benefícios de programas específicos na região
semi-árida, como por exemplo o projeto Um Milhão de Cisternas,
para a redução da mortalidade infantil;
Quais as ações que os municípios inscritos no
selo unicef estão desenvolvendo para reduzir a mortalidade infantil;
Mais Informações:
Conselho de Segurança Alimentar – CONSEA
Rua Couto Fernandes, 121, Centro, São Luís-MA. CEP: 65.010-100;
Fone:2108-9121 ou 9122.
Unicef
Eliana Almeida (Coordenadora)
R. Santo Antônio, 246 – CENTRO de São Luís/MA.
Fone: (98) 4009-5700; Fone: (98) 4009-5708
Pastoral da Criança
Praça Dom Pedro II, S/N – Centro. Fone: (098) 221-2216;
Fax: (098)231-2700
Secretaria de Estado da Saúde (Secretário Edmundo Costa
Gomes)
Fone: (98) 3218-8702
Agenda
Segunda e terça, 27 e 28
Seminário de Capacitação “Controle Social:
os desafios da gestão participativa”
Local: Real Produções, localizada na Avenida São
Luís Rei de França, nº 17, bairro do Turu. Horário:
das 8h às 18h. Dias: 27 e 28 de agosto.
Terça e Quarta, 28 e 29
Capacitação sobre a metodologia do Selo UNICEF - Município
aprovado com articuladores, secretários e conselheiros
Parceiro: GACC-MA
Quando:
- Dias 28 e 29/8, em Chapadinha-MA
- Dias 31/8 e 1/9, em São João dos Patos-MA
Sexta, 31
Lançamento do projeto Educar e aprender para região de
São João dos Patos
Parceiro: Bemfam
Quando: 31 de agosto, às 15h, em São João dos Patos-MA
Lançamento do projeto Eko Ilerá
Parceiro: Akoni - Centro de Formação
Quando: 13 de setembro, às 14h, no Hotel Premier
Quem foi convidado: prefeitos do SAB, gestores, parceiros locais e UNICEF
nacional.
Espetáculo teatral Cantando e Contando
Lendas
A Casa da Acolhida Marista apresenta no
dia 31, o espetáculo teatral “Cantando e Contando Lendas”
com as crianças e adolescentes da Casa da Acolhida. O espetáculo
será realizado no teatro João do Vale, às 17 horas.
Para adultos o ingresso será 1Kg de alimento não perecível,
para crianças será um livro de literatura infantil.